terça-feira, 30 de outubro de 2012

Lar de Frei Luiz


Lar de Frei Luiz: passes espirituais e palestras para combater o crack

Centro espírita carioca oferece sessões de orações para viciados em drogas e seus familiares. Mais de cem pessoas procuram o local por semana

Valmir Moratelli iG Rio de Janeiro | 


Selmy Yassuda
Entrada do centro espírita Lar de Frei Luiz, no Rio

No começo de janeiro, o Lar de Frei Luiz, na zona oeste do Rio, começou um trabalho voltado para orientar dependentes químicos e seus familiares, que passaram a ter um dia dedicado a sua recuperação através do desenvolvimento da espiritualidade. As reuniões públicas acontecem todas as quintas-feiras, das 19h às 21h. “Estamos desenvolvendo um trabalho espetacular de dependência química. Espetacular no sentido grandioso que o assunto exige. Quantas famílias entram aqui desesperadas pela perda do ente querido! A dor moral é muito maior do que a dor física. A dor moral dilacera a vida de várias pessoas”, diz Nelson Duarte Júnior, diretor espiritual do lar.
“
A dor moral é muito maior do que a dor física. A dor moral dilacera a vida de várias pessoa”
O que começou de maneira quase intimista com reuniões para cinco ou seis pessoas, hoje cresceu e recebe mais de cem pessoas por encontro. Quem conta é o presidente do lar, Wilson Pinto , afirmando que a procura só tem aumentado. “A gente percebe que as pessoas não sabem lidar com o vício do crack. Mas também recebemos quem queira se livrar do vício do cigarro, da bebida, da cocaína, da maconha, do sexo. Tudo que é obsessão”, diz Wilson.
A dependência do crack é devastadora sob o aspecto clínico, mas, garantem os religiosos, é possível o resgate dos envolvidos. “O grande resgate está na consciência que elas precisam mudar. Quando elas assumem esta responsabilidade, superam qualquer coisa”, continua Nelson. As terapias incluem palestras sobre autoconhecimento e passes junto aos médiuns da casa.
Não há estatísticas sobre a recuperação dessas pessoas. O Lar de Frei Luiz não faz registros sobre os atendimentos. Mas os dirigentes reconhecem que recuperar um viciado é mais difícil do que curar algum outro problema de saúde. “A dependência química tem a ver com a obsessão. Os fatores de vampirização são intensos. Chega um momento que você tem uma simbiose tão forte, que o espírito está ali apenas sugando, consumindo a pessoa. É um trabalho muito difícil”, explica o presidente do lar.


    Cirurgias espirituais e 5 mil pessoas por dia: o maior centro espírita do Rio

    Reportagem do iG acompanhou um dia da rotina no Lar de Frei Luiz que atrai fiéis famosos e anônimos de todos os cantos em busca de milagres

    Valmir Moratelli iG Rio de Janeiro | 
    Salão principal do Lar de Frei Luiz. Foto: Selmy Yassuda
    17/31
    Na entrada, logo após uma cancela, há vários baús onde as pessoas colocam os nomes dos que necessitam de oração. Caixa de preces ( para os já falecidos ), irradiação e harmonização ( para os vivos ), tratamento à distância ( para os hospitalizados ) e antigoécia ( contra bruxaria ). Estes baús são levados para salas de oração onde médiuns se debruçam sobre os pedidos para fazerem a “ponte com a outra esfera astral”.
    Um mar de gente vestida de branco caminha pelas ruas do Lar de Frei Luiz, um complexo de 90 mil metros quadrados, com doze edificações em área arborizada no bairro da Taquara, zona oeste do Rio. Numa quarta-feira, como a que a reportagem do iG visitou, o centro chega a receber cinco mil pessoas ao longo do dia. O estacionamento não comporta tanto movimento. Carros estão por todos os quarteirões próximos. Há barracas de camelô perto da entrada principal vendendo todo tipo de souvenir – camisetas, broches, bonés, panos de prato e tudo que puder ter estampada a imagem de Frei Luiz.
    O médico Luiz da Rocha Lima fundou o espaço em 1947, se caracterizando como uma obra filantrópica e tendo como atividade principal um educandário para crianças carentes. O frei que dá nome ao sítio nunca pisou ali. Nasceu em 1872 na Alemanha e morreu 65 anos depois em Petrópolis, na região serrana do Rio. Frei Luiz chegou ao Brasil em 1894, como noviço franciscano. Seu trabalho religioso ganhou fama entre os seguidores que acreditavam que suas bênçãos se transformavam em passes curadores. A igreja católica nunca reconheceu seus milagres.
    É exatamente à procura de passes milagrosos que a maioria das pessoas se dirige às dependências do Lar de Frei Luiz todos os dias, de domingo a domingo. Há no local doze prédios, chamados de “salas”, cada um para algum tipo de especificidade médica e espiritual. Das mais graves doenças aos pedidos de bom relacionamento no trabalho e em relações amorosas. Celulares e Iphones não são permitidos em nenhuma dependência do lar. As placas de advertência estão por todos os cantos. Acreditam que a frequência do aparelho celular interfira na comunicação com o “plano energético”.
    Selmy Yassuda
    A fachada da "sala 1", para casos graves de saúde
    A “Sala 1”
    Grimaneza de Meneses, funcionária da parte administrativa do Lar de Frei Luiz e moradora do Flamengo, bairro da zona sul, guia a reportagem do iG pela creche que atende crianças de 0 a 4 anos, pelo Lar de Felipe ( abrigo de idosos) , pelas salas de oração e passe, pelo curioso museu que contém material que teria sido retirado do corpo de enfermos em operações espirituais. Ela só não entra na sala 1. O prédio é o último de uma ladeira. Parece um hospital. “Trabalho no lar há quatro anos e nunca tive coragem de entrar. A energia é muito forte. Prefiro ficar aqui do lado de fora”, diz. Para entrar na sala 1 foi preciso uma autorização formal do presidente do Lar, Wilson Pinto , e do diretor espiritual, Nelson Duarte Júnior.
    Selmy Yassuda
    Estátua de Frei Luiz
    A sala 1 é um prédio de dois andares que atende pacientes com doenças graves, quase desenganados pela medicina. “Clinicamente não se explica o que acontece ali. A sala 1 tem um trabalho de cura baseado na ectoplasmia (fenômeno paranormal que designa uma substância ou exteriorizada por médiuns) . A energia vibrada neste prédio é diferente de todas as outras”, diz Wilson Pinto. A sala 1 recebe 420 pessoas diariamente.
    É preciso, antes de mais nada, deixar a câmera do lado de fora. Nada pode ser registrado. Também não se entra calçado. Após subir uma escada, se está diante de várias salas. Não há luz branca. “É para não matar o ectoplasma”, informa um senhor. Apenas três lâmpadas azuis iluminam o espaço de entrada. Um corrimão auxilia ao se andar na escuridão. À direita, uma sala com vinte pessoas sentadas, todas caladas, esperam para se dirigirem a uma outra, mais ao fundo. Vestem roupas brancas esterilizadas. A recomendação é que, 48 horas antes, não comam carne vermelha, não ingiram bebida alcoólica nem pratiquem sexo A semiescuridão somada ao total silêncio dão um tom misterioso ao ambiente.
    Ao fundo do corredor, uma sala sem porta mas com uma cortina é o destino principal dos que estão aguardando para serem atendidos. Chamam de sala de passe. Médiuns se dividem entre os pacientes. Dependendo do que os médiuns detectarem, o paciente é direcionado a uma outra sala, maior e igualmente escura. Há vários leitos dispostos como em uma ala de hospital. O médium Gilberto Arruda, que diz incorporar o espírito do médico alemão Frederick von Stein, circula suas mãos sobre os corpos dispostos nas camas. Ele realiza, por dia, cerca de noventa cirurgias espirituais.
    Selmy Yassuda
    Placas avisam sobre a proibição de celulares
    Uma escada de trinta degraus leva ao segundo andar. O acesso é restrito apenas aos médiuns. Há três pequenas salas, além de escritórios de administração. Carlos Alberto Mendes, o médium que leva a equipe de reportagem, aponta para o local aonde o espírito de Frederick von Stein chega para fazer os atendimentos médicos. “Melhor não entrar aí. É a sala do doutor Frederick, ele pode não gostar”, diz. Contrariando Mendes, o repórter abre a porta e, na sala semiescura, avista uma confortável poltrona, um jaleco branco pendurado num cabideiro, tapete aveludado, quatro macas enfileiradas e uma mesa com jarro de flores e um copo de água. Nada além disso.
    De Tom Jobim a Rosemary
    Este cunho de casa dos milagres, entretanto, é visto com ressalvas por parte dos que administram o lar. “É uma casa de educação espiritual. Infelizmente, acabaram vendo o lar como uma casa de milagres. Cura-se aqui. Você tem ‘n’ pessoas agora sendo curadas dos seus males. Mas não gostamos dessa fama de milagres que nos cerca”, diz o presidente do lar, Wilson Pinto. “O Lar de Frei Luiz tem peso significativo pelo trabalho social que fa z . O que nos difere das demais casas espíritas é que aqui estamos abertos todos os dias, dando um suporte assistencial aos seus frequentadores. É um trabalho enorme, que vai além do lado espiritual”, continua o diretor espiritual, Nelson Duarte Júnior.
    Na verdade, ambos sabem que mais de 90% das pessoas estão ali, vestidas de branco, atrás de alguma cura urgente e praticamente impossível aos olhos da medicina. A aposentada Giane Rocha, de 67 anos, é uma delas. Acompanhada da filha e da neta, saiu de Coaraci, interior da Bahia, apenas para ir ao Lar de Frei Luiz. Giane quer voltar a andar. Está na cadeira de rodas há cinco anos. “Quebrei o fêmur e fiquei de cama por meses, gritando de dor. Os médicos não sabem por que não consigo firmar a perna no chão. É a primeira vez que venho e tenho fé que vou ficar boa”, diz.
    A fama se propagou nas duas últimas décadas. Em parte também pelos visitantes ilustres. O músico Tom Jobim recorreu ao centro na tentativa de se livrar de um tumor na bexiga. O cantor Milton Nascimento buscou a cura do diabetes. O ator Carlos Vereza se tornou seguidor do espiritismo após recuperar a audição . Neguinho da Beija-Flor passou por várias terapias espirituais quando se descobriu portador de um câncer. Com o fim de “ Avenida Brasil ”, o ator Marcello Novaes voltou a frequentar o Lar de Frei Luiz . Elba Ramalho, Reynaldo Giannecchini, Alcione, Jerry Adriani, Rosemary também são vistos com frequência por lá.
    As histórias se multiplicam. Vania Lindoso, de 56 anos, se veste de azul. Faz parte da equipe de 1200 voluntários do local. Chegou ali após descobrir um tumor na bexiga há um ano. Ficou curada, diz, sem precisar de quimioterapia. “Nem os médicos sabem como”, afirma. Yasmin Figueiredo, 21, estudante de Direito, frequenta o lar há 15 anos. Ela diz que vê espíritos. “Aqui posso trabalhar esta mediunidade. Não tenho medo de vê-los. Temos que ter medo é dos vivos”, diz.
    As amigas Marcia Xavier, 26, e Jéssica Pereira, 23, gostam de passar a tarde na praça Maria de Nazaré, com fontes de água, localizada aos pés de um jequitibá de mais de trinta metros de altura. Foi Jéssica quem motivou a amiga a visitar o sítio. “Depois da morte do meu avô, passei a ver vultos. Hoje vejo que são espíritos. Estou trabalhando isso para não sentir mais medo”, conta Jéssica. Perto da praça, a estátua de Frei Luiz não tem sossego. A todo momento, grupos de pessoas se revezam em orações tocando o busto do religioso.
    Selmy Yassuda
    As amigas Marcia Xavier, 26, e Jéssica Pereira, 23, gostam de passar a tarde na praça com fontes de água
    Nível superior e maioria de mulheres
    A grande maioria dos frequentadores do Lar de Frei Luiz mora longe, na zona sul da cidade. Entre os carros que tentavam vaga na entrada na última quarta-feira (24), três eram Tucson, modelos caros da Hyundai.
    Os resultados do Censo 2010 sobre as religiões seguidas pelos brasileiros , divulgados no final do primeiro semestre pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam importante diferença dos espíritas para os demais grupos religiosos.
    Segundo a pesquisa, os adeptos do espiritismo possuem as maiores proporções de pessoas com nível superior completo (31,5%) e taxa de alfabetização (98,6%), além das menores porcentagens de indivíduos sem instrução (1,8%). Segundo o Censo 2010, 3.848.876 brasileiros se classificaram como espíritas, o que representa 2,02%. Desse total, 41% são homens e 59% são mulheres.
    Selmy Yassuda
    Fontes de água estão no centro de uma das praças de orações do Lar de Frei Luiz

        quarta-feira, 3 de outubro de 2012


        Chico Xavier na final de "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos"


        O nome de Chico Xavier está na grande final do programa "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos", exibido pelo SBT, que promove uma enquete nacional sobre o personagem mais importante da História do Brasil.
        Depois de uma triagem envolvendo uma centena de celebridades, o nome do médium mineiro anteriormente passou vitorioso por uma votação frente ao nome de Irmã Dulce e na edição de ontem, foi submetido a um confronto de semifinal frente ao nome do piloto de fórmula 1, Ayrton Senna.
        Além do querido médium espírita, concorrem ao título oferecido pela pesquisa os nomes de Princesa Isabel e Santos Dumont.

        Para votar, acesse o site oficial do programa





        Conheça a história de pessoas que acreditam na energia 


        espiritual




        Casos que a medicina ainda não tem como explicar. Quatro histórias de cura com o mesmo remédio: os passes de dona Isabel.

        JOSÉ RAIMUNDOBrasil
        De repente, uma doença sem cura e a vida por um fio.
        "O médico falou pra gente ‘não dou 2 meses pra ele’", disse a filha de Zé Carlos.
        "As dores são fortes mesmo. E a gente precisa ter um equilíbrio muito grande pra poder suportar tudo isso", afirmou Zé Carlos.
        De uma hora pra outra, um diagnóstico que ninguém merece.
        "Ele chegou carregado, com o lado direito todo sem movimento, sem enxergar, com a boca torta”, lembrou a mulher de Yano.
        Como aguentar uma lesão grave no menisco sem cirurgia?
        "Não sinto absolutamente nada. Nada”, revelou Alessandro.
        E quando o futuro de uma criança sai do controle dos pais?
        "As informações eram as piores possíveis, até de infecção generalizada", contou o pai.
        "Então, tem que operar rápido, urgente", contou a mãe.
        "Eu não fiz nenhuma cirurgia, não tomei remédio. Fiz o tratamento espiritual e fui curada", disse Isabela,
        São casos assim que a medicina ainda não tem como explicar. Quatro histórias de cura com o mesmo remédio: os passes de dona Isabel.
        Já são quase 70 anos que ela trabalha com a mediunidade para curar as pessoas. Mas até hoje não gosta de falar em milagres.
        "Não existe milagre. Existe trabalho e progresso. Felicidade é consequência”, afirmou Isabel Salomão de Campos, médium.
        Ela também faz questão de dizer que o médium é apenas um instrumento das equipes do plano espiritual. No caso dela, é um grupo chefiado por dois médicos: o cirurgião André Luiz, que também trabalhava com Chico Xavier, e o português João de Freitas, que atendia as comunidades pobres do século 18, no interior de Minas.
        "Ele é o mentor do meu trabalho. A minha parte é a vigilância, os cuidados que eu tenho que ter com a minha vida. Você vigiando a sua oração tem acesso entre os mentores, entre os trabalhadores de Jesus. Quanto mais perfeita a integração entre o médium e o espírito mentor, mais satisfatória é a cura, mais satisfatória é a melhora do paciente, e mais satisfatório é o resultado do trabalho", disse dona Isabel.
        Às sextas e sábados, a Casa do Caminho, que é a casa de dona Isabel, vira um pronto-socorro movimentado. Ninguém sabe explicar ainda o que acontece. O certo é que raramente alguém que esteja desenganado pela medicina tradicional, depois de passar por esta enfermaria, vai embora sem pelo menos uma esperança de cura.
        São em média 800 pessoas a cada fim de semana. E dona Isabel precisa da ajuda de muitos voluntários. O grupo é coordenado por três médicos: Mirna, Sílvio e Didier.
        Quando seu Zé Carlos esteve aqui pela primeira vez, só mesmo um "milagre" pra dar conta da situação. O câncer no intestino tinha evoluído para metástase óssea, comprometendo toda a coluna. Pela frente ele tinha poucas semanas de vida, uma cadeira de rodas e muita dor.

        "Quando ela dava o passe, eu sentia aquela paz, aquela tranquilidade, então, aquela coisa boa, aquele calor. E nesse momento, a dor diminuía”, disse José Carlos Portes, fiscal de arrecadação aposentado.
        "Ele dirige, tem dia até que faz arte, começa a querer lavar o quintal, ele esquece que tem um problema, que existe, persiste, porque ele tem uma disposição muito grande, muita alegria. Ele levanta cantando", ressaltou a esposa.
        "A gente quando tem fé, a gente sente que vai melhorar. Tem que ter o pensamento positivo. Eu sentia isso. Nunca me senti derrotado não. Eu falei ‘eu vou vencer. E vou vencer’", contou Zé Carlos.
        Mas os exames comprovam que as sequelas do câncer não foram apagadas. Da forma como a medula está comprimida, seu Zé Carlos deveria sentir dores insuportáveis.
        "Como é que uma pessoa com esse grau de comprometimento não tem queixa? Realmente a gente tem que parar pra pensar. Nós temos que imaginar que temos um poder limitado. E a partir daí a gente imagina que sempre nós vamos precisar de ajuda. E essa ajuda vem, com certeza. Tanto pra nós, médicos, como pros pacientes”, afirmou o oncologista João Carlos Campos.
        "Ó, o caminho da doença: quando a gente não vigia o pensamento, não vigia a palavra, não vigia o sentimento, esse é o caminho aberto para as enfermidades. Por isso que o pensamento, a palavra, as atitudes, são forças que nos elevam aos espíritos do bem, ou nos prendem à terra, aos espíritos negativos. E o doutor João de Freitas seria o espírito superior que trabalha junto aos enfermos, que ajuda os enfermos. Ele não evita doenças. Ele trata do espírito doente. Para que o corpo seja favorecido; enquanto o médico cuida do corpo, o doutor Freitas com sua equipe, no caso, cuida do espírito", revelou dona Isabel.
        Os médicos já viram o suficiente nos consultórios para admitir a necessidade de investigar pra valer esse mistério. O grupo que se reúne uma vez por mês com dona Isabel, em Juiz de Fora, já tem mais de 20 especialidades. Todos querem aprender sobre o espírito, essa parte de nós que não costuma ser estudada nas escolas de medicina.

        Quando doutor Yano, que é psiquiatra, soube que estava gravemente doente, a estimativa mais otimista era de apenas 6 meses de vida. Ele estava com esclerose múltipla.

        "É uma doença auto-imune, quer dizer, você mesmo volta a sua imunidade contra si próprio. Aí, você tem que tomar remédio para sua imunidade não cair tanto. Ao diminuir sua imunidade, você fica exposto às agressões do ambiente: infecções, gripe”, afirmou Yano Salomão de Campos, psiquiatra aposentado.
        Ele podia não acreditar na época, mas sem ter o que fazer, aceitou o socorro da própria mãe: dona Isabel tratou do filho durante quase dois meses.
        "No meu filho, o André Luis usou uma bisnagazinha assim, e foi como se estivesse soltando os tecidos dele, e soldando mesmo, ou colando, e ele foi ficando bom. Ele tomou 50 passes. Cada dia, cada manhã ele levantava melhor", disse dona Isabel.

        " E 13 anos depois eu estou aí vivo ainda, aposentado por invalidez porque realmente não tenho condições de fazer tudo, mas proporcionalmente, eu estou ótimo", afirmou Yano.
        E ele tem razão. Durante dez anos levou uma vida normal, sem remédios, até um novo surto que deixou sequelas. E diante de 13 anos de sobrevida, o doutor Yano reconhece o poder da parceria entre a medicina tradicional e a espiritualidade.
        "Eu tenho 34 anos de formado, a quantidade de médico que convive comigo, que me olha e fala, ‘Yano, você tá bem demais’. Então é evidente pra eles também uma indicação que tem que ser estudado isso. É uma associação excelente", afirmou Yano.
        O caso de Isabela é outro que não tem explicação científica. Aos 4 anos, começou a ter febre e a reclamar de muita dor na perna esquerda. Era osteomielite, um abscesso dentro do fêmur,
        Para os médicos, não há outro caminho a não ser operar o paciente na hora.
        "Se ela pega uma gripe, uma dor de garganta, e o organismo dela não disseminar isso bem, é uma janela aberta para uma infecção grave, uma septicemia, então, tem que operar rápido, urgente", disse a mãe Sandra Cordeiro, funcionária pública.
        Aceitar esse tratamento significava assumir, além do risco de uma cirurgia, sequelas pro resto da vida: no mínimo, uma enorme cicatriz externa e uma perna mais curta que a outra.
        "Aí, desequilibrou o nosso dia-a-dia. E, então, como temos muita fé, começamos a apelar para a providência divina, aí é que nós começamos a percorrer outro caminho, que não na medicina tradicional, e sim espiritual, pra ver se conseguíamos superar esse problema, que era muito grave", revelou o pai Hélber Cordeiro, delegado aposentado.
        Isabela ficou quatro meses tomando passes com dona Isabel. A febre e a dor foram embora logo no começo. Mas os pais só tiveram coragem de refazer os exames, sete meses depois. E as imagens da ressonância magnética surpreendem até hoje. Foi uma cura que não deixou sequelas.
        "Como se ela não tivesse passado aos 4 anos de idade por essa alteração. Com a medicina convencional é muito difícil a gente explicar. Eu não consigo te dar essa explicação. Eu entendo que alguma coisa houve. E não foi a medicina convencional", ressaltou o ortopedista Jurandir Antunes Filho.
        Com 16 anos hoje, Isabela não é só uma princesa. Trabalha como modelo, quer ser médica no futuro e não esquece de agradecer, todos os dias, tudo o que já ganhou.
        "Sou grata primeiramente a Deus, a dona Isabel e à minha família, que me apoiou muito", disse Isabela Cordeiro, modelo.
        Dona Isabel explica que no caso das crianças a ajuda espiritual é mais eficaz. É que na infância, somos mais puros de idéias e ações. E isso facilita muito o trabalho dos mentores através dos médiuns.
        "Houve a cirurgia, tirou o tumor. André Luis tirou o tumor, fez a limpeza local, e o doutor Freitas deu o fluido espiritual”, falou dona Isabel.
        E o que será que aconteceu com Alessandro? Quem o vê jogando bola com o filho jamais imaginaria que o joelho está há mais de 10 anos nesse estado. A lesão no menisco é de grau máximo. Sem cirurgia, é impossível andar sem dor.
        "A dor era terrível. Eu rompi numa partida de squash, logo depois sem conseguir andar, fui ao médico e ele indicou a artroscopia. Procurei a dona Isabel pra fazer um tratamento espiritual pra preparar pra cirurgia. Depois do tratamento espiritual, a dor desapareceu e eu não fiz cirurgia", ressaltou Alessandro Arbex, diretor de filmes publicitários.
        E a ressonância, repetida agora pela terceira vez, apresentou o mesmo resultado de dez anos atrás.
        "É difícil a gente pegar um paciente com uma ruptura de menisco dessa, estando assintomático. Não sentir nada não é muito comum", revelou o doutor Jurandir.
        "Eu não penso em fazer cirurgia não. Eu não sinto nada. Se eu sentisse incômodo, se o joelho falhasse pra valer, se eu sentisse dor, mas eu não sinto nada, pra que eu vou buscar cirurgia sem dor nenhuma? Eu acho que pelo tratamento espiritual foi bloqueado. A perna está bloqueada. Vou deixar assim até eles acharem que deve", afirmou Alessandro.

        Teremos todas essas respostas um dia? Para dona Isabel, nunca houve dúvida. Ela entrou em contato com o mundo espiritual ainda menina, aos 9 anos. E perto de completar 90, segue a mesma receita de saúde e bem-estar.

        "É preciso que a humanidade acorde e aproveite o tempo para progredir porque nós podemos ser felizes aqui na Terra. Porque Deus nos criou para sermos felizes e isto é importante que nós entendamos. Deus não nos criou para o sofrimento", completou dona Isabel.

        Aniversário de Allan Kardec - 3 de outubro


        Nesta quarta, 3 de outubro de 2012, comemoramos o 208º aniversário de nascimento de Allan Kardec, o codificador das instruções dos Espíritos amigos para a formatação da Doutrina Espírita.
        Nascido Hippolyte Léon Denizard Rivail, o nobre pedagogo francês é mais do que credor de nossa lembrança e reconhecimento pela vida e obra.
        Aliás, para conhecer melhor as realizações desse personagem ímpar na História da Humanidade – a quem a Historiografia deve muito –, recomendamos a todos a 4ª videoaula da série "Aprendendo Espiritismo": "Allan Kardec, o codificador".


        Ficheiro:AllanKardec Assin.png
        Nada mais nos resta nesta ocasião senão agradecer a este Espírito de Luz que animou o mestre lionês, emitindo-lhe vibrações fraternas, confiantes de que podemos nos graduar dia a dia na direção de que também colaborar e muito com o Espiritismo.

        Mais um Filme espírita nos Cinemas

        Documentário da BBC dá veracidade ao movimento espírita



        Documentário da BBC dá veracidade ao movimento espírita.

        Não faz muito tempo, publicamos aqui o anúncio, com links para os vídeos, de um fantástico documentário produzido pelo respeitado canal de televisão britânico BBC, intitulado "SCIENCE AND THE SEANCE", ou seja, "A CIÊNCIA E AS SESSÕES ESPÍRITAS", que, por motivos desconhecidos, não foi divulgado pelo braço brasileiro da BBC, nem tampouco traduzido para nosso idioma.
        Aqui estamos então para anunciar a edição deste documentário, produzida pela Equipe Luz Espirita, com dublagem em português.
        O filme/documentário destaca claramente a grande influência que os fenômenos espirituais do século XIX exerceram especialmente nos EUA e Europa, desde a espetacular febre das "Mesas Girantes", até as pesquisas mais sérias, envolvendo os nomes mais ilustres da ciência daquele tempo, como William Crookes, Oliver Lodge, Marconi, Thomas Edson, etc. Diz também que foram essas manifestações do chamado "Moderno Espiritualismo" que motivaram aqueles grandes cientistas nas mais revolucionárias descobertas e invenções, sobretudo acerca das telecomunicações; justamente da busca de mecanizar o contato com os "mortos" foi que acabou surgindo as tecnologias das quais foram a humanidade herdou o rádio, o telefone, a televisão e tudo quanto se pensar em transmissão audiovisual e dados, como hoje se dá pela internet. Esse é o ponto forte do documentário, que ainda traz cenas inéditas do respeitado Sir Arthur Conan Doyle, citado como o grande propagador do Espiritismo.
        Contudo, é preciso dizer que a versão do Espiritismo apresentada pelo filme é um tanto errônea, a partir de quando a iguala com o movimento espiritualista moderno, generalizado, ignorando que o Espiritismo, como a Doutrina Espírita kardecista, é um capítulo em separado daquelas manifestações. Nesta produção da BBC, o Espiritismo apresentado diz respeito a uma corrente neoespiritualista inglesa fundada a partir dos princípios formulados através da escritora espiritualista Emma Hardinge Britten, nascida na Inglaterra e radicada nos EUA. Allan Kardec e o seu trabalho não são citados, o que compromete a legítima interpretação, especialmente para os leigos, que desconhecem a História daqueles fenômenos e o desenvolvimento da Codificação Espírita.
        Ainda assim, é uma peça de inestimável valor, pelo que traz de concreto acerca da fenomenologia e repercussão da mediunidade daquele século, cujos resultado práticos são vivenciados por todos nós hoje, através das invenções científicas. O filme é um convite aos historiadores, no sentido de que eles revejam como têm relatado o século XIX, ignorando aquela invasão espiritual.

        >> Assista ao documentário dublado.

        terça-feira, 17 de abril de 2012

        Os Animais no Plano Espiritual


        Animais muito mais Humanos

        Vale investir um pouco de tempo, pois a mensagem é importante

        Gratidão. Uma imagem vale mais que mil palavras. Demonstração de gratidão desta cadela da raça Doberman, que havia sido salva pelo bombeiro em um incêndio na casa em que morava. Ela estava prenha.



        E agora, uma das mais linda das histórias de “animais” que já pude comprovar... Um cachorro foi visto no meio de uma avenida, com muito trânsito, cuidando de seu amigo que foi atropelado por um carro. Usando a pata, o cachorro tentava acordar seu amigo que, lamentavelmente, já estava morto.

        O cachorro tentava empurrar seu amigo para fora da avenida. E, quando alguma pessoa tentava ajudar, ele rosnava e afugentava aqueles que se aproximavam dele e de seu até então companheiro.

        Apesar do tráfego pesado, o cachorro não abandonava seu amigo – verdadeiro e fiel AMIGO.

        As 'pessoas' ficaram impressionadas pelo fato de um cão "vira-lata" ser tão leal… Afinal, elas (pessoas "humanas") não estão acostumadas com tanta lealdade.

        Essa é outra história comovente... A Ternura de um passarinho e a Dor de uma Perda. Aconteceu numa praça, no Japão. Não se sabe como o pássaro morreu. Ele estava ali no asfalto, inerte, sem vida. Seria um fato corriqueiro, mas o fotógrafo fez a grande diferença.

        A Solidariedade. Segundo o relato do fotógrafo, uma outra ave permanecia próxima àquele corpo sem vida e ficara ali durante horas. Chamando pelo companheiro, ela pulava de galho em galho, sem temer os que se aproximavam, inclusive sem temer ao fotógrafo que se colocava bem próximo.

        A Solicitação . Ela cantou num tom triste. Ela voou até o corpinho inerte, posou como querendo levantá-lo e alçou vôo até um jardim próximo. O fotógrafo entendeu o que ela pedia e, assim, foi até o meio da rua, retirou a ave morta e a colocou no canteiro indicado. Só então a ave solidária levantou vôo e, atrás dela, todo o bando...

        A Despedida. As fotos traduzem a seqüência dos fatos e a beleza de sentimentos no reino animal.

        Uma Questão de Amor e Carinho. Segundo o relato de testemunhas, dezenas de aves, antes de partirem, sobrevoaram o corpinho do companheiro morto. As fotos mostram quanta verdade existiu naquele momento de dor e respeito.

        Um grito de dor e lamento. Aquela ave que fez toda a cerimônia de despedida, quando o bando já ia alto, inesperadamente voltou ao corpo inerte no chão e, num grito de não aceitação da morte, tenta novamente chamar o companheiro à vida. Desesperada, mas com amor e carinho, ela se despede do companheiro, revelando o seu sentimento de dor.

        Esse tipo de "matéria" (inclusive no sentido MATERIALISTA) tinha que (e deveria), de qualquer forma ou a qualquer "custo" (desde que não se gastasse muito - lógico), ser "registrada", filmada, fotografada e sair na imprensa, pois que para ELAS – pessoas "normais" –, aquele fato era mais do que inusitado, ou seja, o que deveria ser imperiosamente NORMAL, tornou-se, diante do descalabro vivido nos dias atuais, uma NOTÍCIA INTERNACIOANAL e SENSACIONAL.

        Como puderam as pessoas "humanas" chegar a tão mísero grau de amor ao próximo? Próximo?Quem seria "ele" ou "ela"? Só se esse "próximo", para a maioria, quando muito, for o Sr. "Espelho" ou, quiçá, o Sr. "Umbigo". Ou não? Claro que não! Poderíamos estar diante de uma "próxima"... A Sra. Vaidade, ou a Sra. Cobiça, quiçá a tão conhecida e constante visitante – a Sra. INVEJA ou, ainda, alguma outra... Não é mesmo?

        O que temos que fazer é justamente AGIR e darmos um BASTA nesse tipo de "vergonha" de sermos "bons". Sim, bons ao contrário de maus, de perversos.

        Somente em situações difíceis é que temos a rara oportunidade de descobrirmos "quem" é um verdadeiro amigo. Definitivamente, não vamos esperar que situações difíceis sejam necessárias para demonstrarmos o quanto consideramos aqueles que são nossos verdadeiros amigos.

        Se você tem um(a) amigo(a), conserve-o(a) e, quando tiver oportunidade de demonstrar sua amizade, não espere, faça. Aliás, não lhe custará demonstrar, também, sua solidariedade e, sobretudo, seu AMOR por ele(a)...

        "Você nasce sem pedir e morre sem querer. Aproveite o intervalo."
        A vida nada mais é do que uma sucessão de acidentes. É impossível sair dela sem algumas cicatrizes. Sorria enquanto tem dentes e aproveite a viagem enquanto ainda pode vê-la e fazê-la.

        Que tal refletirmos? Abracemos essa idéia de sermos um pouco menos "humanos" e muito mais "ANIMAIS"... "Animais" sim, mas "HUMANITÁRIOS". Um grande abraço!

        Fonte
        Apresentação ppt recebida por e-mail

        [Atualizado em 03/09/2009] Acabei de ver essa matéria... Sem palavras: 
        http://colunas.globorural.globo.com/bloggloborural/

        Menina com síndrome rara só fala para animais

        Diagnosticada com uma rara síndrome genética, a garota tem dificuldades na fala. Ao ir para uma fazenda ela pronunciou palavras com animais.

        Aos quatro anos de idade, a menina britânica Rose Willcocks foi diagnosticada com uma síndrome genética rara e praticamente emudeceu. De acordo com uma reportagem do jornal Daily Mail, ela nunca conseguiu dizer as palavras "papai" e "mamãe", muito menos pedir comida ou dizer que estava com sono. Mas, para espanto dos pais, a garota revelou que consegue falar - mas apenas com animais.

        De acordo com a reportagem, Rose começou a emitir sons quando, como parte de sua terapia, ficou durante um tempo em uma fazenda. Seus pais agora dizem que ela fala sempre que está em companhia de algum animal.

        A descoberta tem dado esperanças na cura da síndrome de Rose. Segundo o jornal, a mãe da menina, de 37 anos, apelidou a filha de "Miss Dolittle", em referência ao personagem do cinema que conversa com animais, interpretado em refilmagem recente por Eddie Murphy.

        Rose tem um defeito cromossômico que dificulta sua fala. Ela também tem dificuldades de aprendizado e alguns traços de autismo.

        A família de Rose, que mora em Hertfordshire, na Inglaterra, agora pretende levar a menina para realizar terapia com golfinhos nos Estados Unidos.

        Fonte
        http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/

        Os Animais no Plano Espiritual

        Uma análise sobre como ocorre o processo evolutivo e reencarnatório no reino animal.
        Por dra. Irvênia Prada
        Extraído do livro: A questão espiritual dos animais 


        Muito mais do que supomos, os animais são assistidos em seu desencarne por espíritos zoófilos que os recebem no plano espiritual e cuidam deles.

        Notícias pela Folha Espírita (dez. 1992) nos dão conta de que Konrad Lorenz - zoólogo e sociólogo austríaco, nascido em 1903 -, o pai da Etologia (ciência do comportamento animal, que enfoca também aspectos do comportamento humano a ele eventualmente vinculados) continua trabalhando, no plano espiritual, recebendo com carinho e atenção, animais desencarnados.

        Também temos informações que nos foram transmitidas, pelo espírito Álvaro, de que há vários tipos de atendimento para os animais desencarnados, dependendo da situação, especialmente para os casos de morte brusca ou violenta, possibilitando melhor recuperação de seu perispírito. Existem ainda instalações e construções adequadas para o atendimento das diferentes necessidades, onde os animais são tratados.

        Tendo sido perguntado se os animais têm "anjo da guarda", Álvaro respondeu que sim; alguns espíritos cuidam de grupos de animais e, à medida que eles vão evoluindo, o atendimento vai tendendo à individualização.

        Quanto ao reencarne dos animais, perguntou-se ao espírito Álvaro se os animais estabelecem laços duradouros entre si." - Sim, existe uma atração entre os animais, tanto naqueles que formam grupos como naqueles que reencarnam domesticados. Procuramos colocar juntos espíritos que já conviveram, o que facilita o aparecimento e a elaboração de sentimentos".

        E qual é a finalidade da reencarnação para os animais? Conforme os espíritos da codificação, a finalidade é sempre a da oportunidade de progresso.


        Todos os Animais Merecem o Céu

        Este foi o título escolhido pelo autor e veterinário Marcel Benedeti para o livro que relata a reencarnação dos animais, a eutanásia, o sofrimento como forma de evolução desses seres, a existência de colônias que cuidam dos animais no plano espiritual e outras questões importantes.

        A obra foi uma das premiadas no Concurso Literário Espírita João Castardelli 2003-2004, promovido pela Fundação Espírita André Luiz. Esse foi o primeiro livro do autor que se especializou em homeopatia para animais e conheceu a doutrina espírita na época em que cursava a faculdade, apesar de sua mediunidade ter se manifestado muito antes desse período.

        Marcel relata que quando trabalhava em uma livraria e se preparava para prestar vestibular, em um dia de pouco movimento, foi para a parte de baixo da loja estudar e notou que estava sendo observado por um senhor. Resolveu perguntar se o senhor desejava alguma coisa e ele lhe respondeu que só estava achando interessante ele estudar, então explicou que queria passar no vestibular de veterinária e o velhinho disse que não se preocupasse porque passaria. Previu também outros fatos que aconteceriam.

        Em seguida se despediu dizendo que se veriam depois. Após alguns instantes comentou com seu colega de trabalho que tinha achado aquele homem esquisito por fazer previsões do futuro. O colega disse que não havia entrado ninguém na livraria, foi então que se deu conta de que se tratava de um espírito. Este mais tarde é que lhe ditaria o livro.

        O tema da obra fez tanto sucesso que se transformou também em programa de rádio. Nossos irmãos animais vai ao ar toda quarta-feira, às 13h na Rede Boa Nova. Com apresentação de Ana Gaspar, Maria Tereza Soberanski e Marnel Benedeti.


        Como o livro foi escrito?

        Escrevi o livro em menos de um mês, durante os intervalos das consultas, mas o espírito que ditou não quis se identificar.

        As cenas foram surgindo em uma tela mental e ao mesmo tempo um espírito narrava os episódios. Outras vezes, não havia imagem, apenas a narrativa; nesses momentos se tornava mais difícil. Apesar de achar o livro maravilhoso, não acreditava que alguma editora pudesse se interessar pelo assunto. Mas certo dia estava ouvindo a rádio Boa Nova quando anunciaram o concurso literário espírita. Resolvi participar e acabei ganhando o concurso 2003-2004 e editando o livro pela editora Mundo Maior.


        O que o livro acrescentar para os veterinários e pessoas que possuem animais?
        Se as pessoas não tiverem a visão espiritual em relação aos animais, que eles tem espírito e sentimentos vão continuar tratando esses seres como objetos, como era há pouco tempo atrás. Essa onda de conscientização é recente.

        Entramos na questão também de comer carne; cada um tem que perceber o que está fazendo. Eu mesmo comia carne e parei para pensar porque comia, se meu corpo recusava, me fazia mal... Mas quando comecei a lembrar as descrições feitas no livro a respeito do matadouro, passei a sentir repugnância da carne.


        Sendo veterinário e espírita, como analisa a questão da eutanásia? 

        O ser humano tem o carma, o animal não. O animal tem consciência, mas muito mais restrita, em relação ao ser humano. Ele segue muito mais os seus instintos.

        Então, como não tem carma, a eutanásia deve ser o último recurso utilizado; o veterinário deve fazer todo o possível para salvá-lo.

        Se o animal estiver sofrendo muito e não existir outra maneira, o plano espiritual não condena, porque é um aprendizado tanto para o animal quanto para o dono que precisa tomar a decisão.


        Os animais reencarnam?

        Há um capítulo no livro que explica como ocorre a reencarnação dos animais. Este descreve que cada espécie de animal leva um tempo para reencarnar, mas por possuírem o livre-arbítrio ainda muito restrito, uma comissão avalia as fichas dos animais e estabelece o ambiente que deverão nascer e a espécie.


        Como o conhecimento espiritual pode ajudar o veterinário no trato com os animais?
        O veterinário, em geral, por natureza, mesmo não sabendo já é espiritualizado, pelo fato de gostar de animais e querer salvar a vida deles. Quando o veterinário adquire consciência de que o animal não é um objeto e sim um ser espiritual, que possui inteligência e sentimento, muda o seu ponto de visa, passa a enxergar os fatos de uma forma mais ampla. Com certeza se mais veterinários tivessem um conhecimento espiritual, o tratamento em relação aos animais seria melhor.


        Como é aplicada a homeopatia para animais?

        No Brasil, a homeopatia ainda é pouco aplicada nos animais porque muitos acham que não funciona. Só utilizo a homeopatia quando o dono do animal permite e, em casos mais graves, a homeopatia entra como terapia complementar, porque demora um pouco mais para trazer resultado e alguns casos são urgentes.

        O uso da homeopatia é igual tanto para pessoas quanto para animais. A única diferença é que o animal não fala, então o dono precisa ser um bom observador para relatar a personalidade do animal para o veterinário, e muitas vezes, não possui as informações necessárias para um diagnóstico mais preciso.

        Pergunto, por exemplo, se o animal gosta de quente ou frio, do verão ou do inverno, a posição em que dorme, entre outras perguntas do gênero.

        Tive o caso, de um gato com câncer e que em decorrência da doença estava com o rosto deformado. Como tratamento ele melhorou 70%. Só não foi melhor porque esse gato saia e demorava a voltar e com isso interrompia o tratamento.

        Cuidei também de um cachorro com problema de comportamento muito; agressivo. O animal, depois de 10 dias, parecia outro, muito mais calmo. Utilizo também florais para animais em casos emocionais. Se nós equilibramos emocional, o organismo ganha condições combater as bactérias.


        E os próximos livros? 

        Já tenho na editora outro livro em análise que tem o título: Todos os animais são nossos irmãos. E já estou escrevendo o terceiro. Pelas informações que recebi do plano espiritual, serão seis livros.


        Fonte 
        Entrevista realizada por Érika Silveira
        (Extraído da Revista Cristã de espiritismo nº 29, páginas 54-59)
        http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=3892