terça-feira, 10 de janeiro de 2012

PESQUISAS CIENTÍFICAS SOBRE A REENCARNAÇÃO






PESQUISAS CIENTÍFICAS SOBRE A REENCARNAÇÃO
O jornalista Tom Shroder, autor do livro Almas Antigas, acompanhou as pesquisas do dr. Ian Stevenson sobre reencarnação. Ele falou conosco a respeito de seu trabalho, sobre a resistência da ciência em investigar o assunto e como sua vida se transformou após esse contato com o tema.

- Gilberto Schoereder -
No Brasil, as pesquisas científicas sobre reencarnação têm sido realizadas principalmente pelo dr. Hernani Guimarães Andrade e pelo dr. João Alberto Fiorini, cujas investigações vêm sendo publicadas pela Espiritismo & Ciência. Nos EUA, a linha de frente dessas pesquisas está a cargo do dr. Ian Stevenson, médico psiquiatra que há décadas vem coletando relatos de possíveis casos de reencarnação em todo o mundo.

Quem quiser conhecer melhor o trabalho do cientista norte-americano, vai encontrar informações muito interessantes no livro Almas Antigas (Ed. Sextante). É mais uma boa oportunidade para se discutir a participação da ciência e as investigações com metodologia científica sobre a reencarnação.

O livro foi escrito pelo jornalista Tom Shroder - editor do conceituado jornal norte-americano The Washington Post - e apresenta as pesquisas de Stevenson, a quem o jornalista acompanhou em diversas viagens pelo mundo. Entre outras coisas, o que o livro mostra é que o pensamento científico só tem a ganhar se conseguir se abrir para novas possibilidades. Além disso, existem cientistas de peso realmente preocupados com questões que, até pouco tempo atrás, eram consideradas como pertencentes apenas ao campo do espiritualismo. O próprio dr. Stevenson, ainda que pouco fale publicamente sobre o tema, deixou bem claro que não se importa com o que os colegas cientistas possam pensar a respeito de seu trabalho, uma vez que está plenamente consciente de que vem agindo com o maior rigor científico possível.

Também é preciso que se diga que, nos últimos tempos, vários cientistas têm demonstrado um interesse verdadeiro em aproximar a ciência de conceitos espiritualistas milenares - mesmo que isso tenha ocorrido mais no aspecto teórico e conceitual. O resultado dessa aproximação tem sido, em muitos casos, a descoberta de noções que já existem há centenas ou milhares de anos, e que só recentemente a ciência tem conseguido conceber e desenvolver.

O caso do dr. Stevenson talvez seja apenas mais claro, mais nítido, uma vez que ele foi a campo recolher testemunhos, e suas pesquisas parecem ter ido mais longe do que a maioria dos cientistas. Recusando-se a se apoiar apenas em teorias, ele passou trinta e sete anos viajando pelo planeta, coletando testemunhos de crianças que alegam ter lembranças nítidas de outras vidas. Não é um procedimento inédito, mas a diferença é que nenhum dos casos estudados estava sob influência de hipnose, da mesma forma como as informações fornecidas podiam ser facilmente verificadas, uma vez que se referiam a existências passadas, porém recentes, e não distantes no tempo, como a Idade Média ou o antigo Egito.

Sem Dogmatismo

Segundo Shroder, um dos aspectos marcantes em Stevenson e que chamou sua atenção é sua postura absolutamente pé-no-chão, verificando minuciosamente as informações obtidas nas entrevistas. E também, quando passou a pesquisar a obra do cientista, o jornalista percebeu que outros cientistas em várias partes do mundo o tinham em alta consideração, apesar de seu nome ser muito pouco conhecido fora do meio acadêmico.

Stevenson jamais deixou de considerar as possibilidades contrárias, aquelas que poderiam deitar por terra qualquer realidade do fenômeno da reencarnação: como, por exemplo, se os pais das crianças interrogadas pudessem, mesmo inconscientemente, estar passando informações a elas. Quando Shroder perguntou a Stevenson sobre essa possibilidade, ele simplesmente respondeu: "Essa idéia nunca deixa de assombrar meus pensamentos". Em outras palavras, não se trata, em hipótese alguma, de uma pesquisa viciada, com uma só direção, mas que está sempre levando em consideração todas as variáveis possíveis.

O pesquisador também vê, com uma clareza raramente encontrada, os problemas pelos quais a ciência passa atualmente. Já em 1989, em palestra proferida na Southeastern Louisiana University, ele dizia: "Para mim, tudo em que os cientistas acreditam agora está aberto a mudanças, e eu fico consternado ao perceber que muitos aceitam o conhecimento atual como algo imutável". E mais: "Se os hereges pudessem ser queimados vivos nos dias de hoje, os cientistas - sucessores dos teólogos, que queimavam qualquer um que negasse a existências das almas no século XVI - hoje queimariam aqueles que afirmam que elas existem". Uma postura confirmando a suspeita de muitos de que a ciência, em vários aspectos, tornou-se tão dogmática quanto as religiões dos séculos passados, tornando-se uma espécie de religião moderna.

Formado em medicina no Canadá pela Universidade McGill em 1943, Stevenson se especializou em psiquiatria e, em 1957, tornou-se chefe do departamento de psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade de Virgínia, onde começou a estudar crianças que se lembravam de existências passadas e se dedicou totalmente à pesquisa de fenômenos paranormais. Quando Tom Shroder começou a investigar as publicações científicas à procura de referências sobre o trabalho do dr. Ian Stevenson encontrou, ao lado de cientistas que não aceitavam as provas de Stevenson sobre reencarnação, uma série de pesquisadores que o consideravam um precursor, um homem que iniciou investigações científicas em temas que, até então, eram considerados tabus.

Um deles chegou a compará-lo a Galileu, o que talvez não seja tão exagerado, uma vez que hoje em dia também é preciso coragem para enfrentar o dogmatismo da comunidade científica.

Outra Postura

Talvez alguma coisa esteja realmente mudando na ciência. A quantidade de estudiosos investigando casos ligados à paranormalidade vem aumentando, e a postura de importantes teóricos tem reforçado esses posicionamentos. É verdade que esse não é um movimento tão recente, tendo começado com o pensamento de Fritjof Capra e, mais recentemente, ganhando o apoio de cientistas importantes como Ilya-Prigogine, que estabelece paralelos consistentes entre a antiga filosofia hindu e as modernas teorias da física quântica - capazes de serem aplicadas com sucesso na explicação de assuntos cabeludos, como a reencarnação, fenômenos parasicológicos, a existência de universos paralelos e dimensões alternativas de realidade.

Mas não há dúvida de que, para a ciência, em seus aspectos mais ortodoxos, o que conta é a experimentação, a existência de provas conclusivas, a possibilidade de repetir experiências em ambientes, situações e momentos diversos. Stevenson, como qualquer cientista moderno que conhece o terreno em que está pisando, sabe que existem temas de pesquisa que simplesmente não se encaixam nessas exigências. Ele viajou para a Índia, para o Oriente Médio e muitos outros locais coletando informações, entrevistando as crianças e anotando os dados por elas fornecidos, para só depois partir numa verdadeira investigação policial e reconstituir a vida passada à qual elas se referiam. Isso não pode ser repetido num laboratório.

Assim como se referiu à afirmação de que a alma existe como algo capaz de levar uma pessoa à fogueira - senão literal, pelo menos metaforicamente -, ele também citou uma experiência controlada para verificar a possibilidade da existência dessa parte imaterial do ser humano. Um homem à beira da morte foi colocado numa cama em cima de uma balança. No momento em que morreu, verificou-se que o peso registrado na balança não foi alterado. Assim, se a alma existe e sai do corpo no momento da morte física, certamente ela não tem peso. É uma tentativa até mesmo ingênua, uma vez que estamos falando de valores completamente diferentes, que vão requerer dos cientistas posturas e modos de pensamento muito distantes daqueles aos quais estão eles acostumados.

Na entrevista a seguir, Tom Shroder fala mais sobre seu trabalho com o dr. lan Stevenson.

O fato de você deixar de ser um cético e passar a acreditar na veracidade da reencarnação alterou a forma como você encara a vida?

Primeiramente, quero dizer que meu entendimento básico sobre o assunto não mudou. Eu me aprofundei no trabalho de lan Stevenson com um desejo de examinar seus métodos - para ver as evidências em primeira mão e avaliar sua metodologia e conclusões. Nunca me impressionei com crenças em fenômenos paranormais baseado apenas no desejo de acreditar em algo fantástico ou na sensação de que "tem de existir algo mais".

Isso posto, antes de minhas experiências com o dr. Stevenson, eu não tinha encontrado nenhuma "evidência" sobre a possibilidade da reencarnação que resistisse a tanto escrutínio. Eu estava, sim, muito aberto à possibilidade de que, vistos de perto, os casos de Stevenson poderiam não ser convincentes. Ao estudar esses casos, percebi que uma série de perguntas clamava por respostas:

1 - As crianças realmente haviam feito declarações espontâneas sobre terem tido uma identidade prévia, com informações específicas sobre essa identidade?;

2 - As coisas ditas pelas crianças realmente descreviam a vida de uma determinada pessoa falecida que pudesse ser identificada?;

3 - Existia alguma possibilidade da criança ter obtido aquela informação de uma maneira normal?;

4 - Poderia haver algum motivo, consciente ou não, para que a testemunha estivesse mentindo ou fabricando seus relatos?;

5 - O dr. Stevenson estava conduzindo suas pesquisas de maneira objetiva e razoável?;

6 - As evidências eram fortes o bastante para suscitar alguma outra possibilidade alternativa?

Eu não previ como seria afetado emocionalmente se, depois de considerar os trabalhos de Stevenson cuidadosamente, eu fosse obrigado a concluir que não havia uma explicação normal para tudo que as crianças estavam dizendo e fazendo. Por "explicação normal" eu quero dizer qualquer uma que exclua forças ou processos atualmente desconhecidos da ciência. Quando cheguei a essa conclusão, achei muito difícil aceitar. E ainda acho. O maior impacto das constatações em minha vida foi poder vislumbrar em que grau os seres humanos se enganam acreditando entender seu lugar no universo. Os rápidos avanços da ciência e tecnologia criam a impressão de que estamos nos aproximando de todos os mistérios do mundo. Minha experiência com Stevenson me fez confrontar o fato de que os mistérios do mundo são muito maiores do que aquilo que conhecemos. Se ninguém entende as bases da consciência, de onde ela vem ou mesmo qual é sua natureza (e NINGUÉM entende isso), por que devemos nos surpreender quando certas anomalias surgem em volta dela?

Como foi feito o acompanhamento dos trabalhos do dr. Stevenson?

Stevenson estudou esses casos como um detetive policial. Ele seguiu relatos iniciais até à fonte, entrevistou testemunhas em primeira mão, examinou e, em alguns casos, cruzou informações identificando testemunhas que pudessem corroborar ou discordar de um testemunho-chave. Ele confrontou testemunhos verbais com registros escritos sempre que possível, considerou razões prováveis para uma mentira, ou auto-ilusão, buscou caminhos normais através dos quais a criança poderia ter obtido conhecimento sobre a identidade de uma possível vida passada, buscou conexões ocultas entre a criança e sua família com a família da pessoa falecida. Não apenas isso: um colega de Stevenson aplicou testes psicológicos nas crianças que fizeram relatos sobre vidas passadas e, depois, comparou-os ao teste de crianças comuns. Notavelmente, não surgiu qualquer grau de patologia psicológica naquelas que falavam sobre existências anteriores. Elas se mostraram saudáveis, um pouco mais inteligentes e menos sugestionáveis do que a média. Seus professores as consideraram bem ajustadas, mas os pais não muito. É possível entender que os pais de uma criança que afirme não pertencer àquela determinada família tenham dificuldades para lidar com ela.

Você disse que chegou até as pesquisas do dr. lan Stevenson por meio de uma matéria sobre o dr. Brian Weiss. Em que, exatamente, diferem as pesquisas e resultados obtidos por um e por outro?

Os livros de Weiss falam sobre lembranças de supostas vidas passadas de adultos sob efeito da hipnose. Tais casos não possuem os fatos que tornaram os casos de Stevenson - lembranças espontâneas de crianças pequenas - mais convincentes. Por um lado, os casos de hipnose freqüentemente lidam com vidas em um passado distante, tornando quase impossível confrontá-los com a vida de qualquer pessoa historicamente verificável. Os detalhes na "memória" dos pacientes sob hipnose tendem a ser genéricos, do tipo que qualquer adulto poderia obter em livros de História ou filmes, e repetir como parte do exercício hipnótico. Afinal, pacientes sob hipnose são instruídos a relaxar e deixar sua imaginação assumir o controle. Nenhum dos casos de Weiss mostrou qualquer paciente transmitindo informações que não pudessem ter sido obtidas em livros ou filmes. Assim sendo, por que acreditar que tais pessoas estejam falando sobre vidas passadas verdadeiras e não apenas usando a imaginação para se colocar num cenário imaginado? As crianças de Stevenson, por outro lado, fornecem relatos específicos sobre um passado recente. Quando você tem casos em que crianças bem jovens fazem muitas afirmações específicas sobre nomes, lugares, datas e eventos que batem com a vida de uma pessoa recém-falecida e comprovadamente estranha à família daquela criança, isso não pode ser facilmente explicado.

A que você atribui a resistência da ciência para se aprofundar em qualquer pesquisa referente à reencarnação ou à sobrevivência do espírito após a morte?

Três problemas:

1 - Esse tipo de pesquisa não permite investigação laboratorial. O tipo de fenômeno - declarações espontâneas - não pode ser repetido de maneira programada, ou visto através de um microscópio. Tais casos só podem ser investigados como se faria com um crime, ou processo legal - com entrevistas, cruzando informações de várias testemunhas com evidências documentadas. Embora isso possa ser feito com bastante cuidado, alguém sempre pode descartar o caso como "evidência fantasiosa" e, portanto, não-confiável;

2 - Há uma total falta de evidência sobre qualquer mecanismo através do qual a reencarnação se tornaria possível. Stevenson de modo nenhum afirma poder detectar, com instrumentos objetivos, qualquer tipo de "alma" que estaria trazendo lembranças e atributos pessoais de um certo corpo físico, e tampouco aponta qualquer evidência de forças através das quais uma alma, se existir, possa se transferir de um corpo para outro;

3 - Há sempre um conservadorismo na ciência, uma tendência para não encarar com seriedade qualquer evidência que desafie o atual entendimento de como o mundo funciona. Infelizmente, com freqüência, isso se traduz como falta de vontade para até mesmo considerar tal evidência.

Muitos criticaram os casos de Stevenson sem nem ao menos se darem ao trabalho de examiná-los. Se isso acontecesse, essas pessoas descobririam que crianças de todas as partes do mundo estão fazendo relatos extraordinários. Deveria ser natural alguém desejar saber o que está fazendo com que elas digam tais coisas. Ninguém está afirmando que Stevenson descobriu a melhor maneira possível para examinar tais casos. Talvez exista um modo melhor. Eu sei que nada gratificaria mais o doutor do que alguém lhe dizer qual é.

Na Índia

Trinta e sete anos após iniciar suas pesquisas na índia, o dr. Stevenson voltou ao país em companhia de Tom Shroder para investigar o caso de uma menina de sete anos chamada Preeti. Quando foram à sua casa, o pai, Tek Ram, disse que assim que aprendera a falar, Preeti tinha afirmado para os irmãos: "Essa casa é sua, não é minha. Esses são os seus pais, não os meus". Depois dissera à irmã: "Você só tem um irmão, eu tenho quatro". Disse ainda que se chamava Sheila, e deu os nomes de seus "verdadeiros" pais, implorando para ser levada para casa, na cidade de Loa-Majra, onde Tek Ram e a esposa nunca tinham estado. Eles disseram para ela parar de falar bobagens e ignoraram o caso.

Mas, aos quatro anos, Preeti pediu ao vizinho, um leiteiro, que a levasse para a vila. O leiteiro repetiu a história da menina para uma mulher que havia nascido em Loa-Majra e perguntou se ela conhecia alguém com os nomes que a menina disse que seus pais tinham, e se eles tinham perdido uma garota chamada Sheila. A mulher respondeu que conhecia, e que a filha deles, Sheila, tinha sido morta, atropelada por um automóvel.

A história chegou até a vila e o pai da menina morta foi visitar Preeti. Segundo Tek Ram, ela reconheceu o homem e, mais tarde, quando foi até Loa-Majra, reconheceu outras pessoas.

Quando lhe perguntaram como tinha morrido, Preeti disse: "Caí do alto e morri". Quando lhe perguntaram como tinha ido parar naquele lugar, ela respondeu: "Estava sentada à beira do rio. Estava chorando. Não conseguia achar uma mamãe, então, vim para você". O que não batia com a fala de Preeti era o fato dela dizer que havia caído do alto e morrido, quando se sabia que Sheila tinha sido atropelada. Dias depois, Stevenson e Shroder puderam passar por Loa-Majra e o jornalista ficou sabendo que um relatório sobre a morte de Sheila dizia que ela tinha sido jogada a mais de três metros de altura. Outro detalhe que chamou a atenção é que, no acidente, Sheila tinha se machucado na coxa, e Preeti apresentava uma marca de nascença no mesmo local.

Como cientista responsável que é, o dr. Stevenson reconhece a possibilidade do caso ser explicado por outras teorias que não a reencarnação, mas salienta que, muitas vezes, as únicas evidências possíveis de serem coletadas são aquelas baseadas na memória das pessoas.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Espetáculos espíritas em cartaz

EM CARTAZ: O Semeador de Estrelas
A peça retrata a vida e obra do médium Divaldo Pereira Franco, num espetáculo musicado, com texto de Cyrano Rosalém e Direção de Renato Prieto. Divaldo Pereira Franco é autor de mais de cento e cinqüenta livros traduzidos para 14 idiomas. Divaldo é conhecido por seu trabalho social com as obras assitenciais da casa de caridade “A Mansão do Caminho” em Salvador (BA), com aproximadamente três mil crianças, além de realizar seminários e congressos em todo o mundo. Elenco: Paulo Paixão, Renato Prieto, Rosana Penna e Sylvia D’Silva. Música: Cayê Milfont. Serviço "O Semeador de Estrelas" Sábado – 18h / Domingo – 17h Desconto especial para Sócios do Clube Amigos da Boa Nova (Imprescindível apresentação da carteirinha de associado) Local: Teatro da Feesp - Rua Maria Paula, 140, Bela Vista, São Paulo/SP. Informações: (11) 3115-5544. Classificação: 10 anos Há Dois Mil Anos
Esta é a nova versão deste clássico da literatura mundial, publicado em quase todo o mundo, que associa uma grande história de amor, a reflexão universal sobre o sentido da vida e dos atos que aqui praticamos. Inspirada numa das existências do espírito de Emmanuel, e psicografada pelo saudoso Chico Xavier, a história narra a trajetória do Senador Romano Públio Lêntulus e de sua esposa Lívia, que simbolizavam a força do Império construído pela Roma antiga. Ao encontrarem Jesus, numa viagem feita à Palestina para a cura da filhinha doente, vêem toda a sua vida ser transformada, num turbilhão de fatos que até hoje são exemplo de superação, renúncia e fé. Serviço "Há Dois Mil Anos" Sábado: 21h e Domingo: 19h Ingresso: R$ 30,00 (R$15,00 mediante doação de 1kg de alimento não perecível) Sócios do Clube Amigos da Boa Nova: R$ 12,00 (Imprescindível a apresentação da carteirinha de associado) Local: Teatro do Ator - Praça Franklin Roosevelt, 172 (próximo da Igreja da Consolação e da estação República do metrô), São Paulo/SP. Informações: (11) 3082-2020. Laços Eternos
Com a adaptação deAnnamaria Dias a peça narra a história de Nina que desencarna aos doze anos de tuberculose tinha doze anos, e morrera de tuberculose. Ao sentir falta da família que era muito carinhosa, para auxiliá-la, os amigos espirituais que sempre a acompanharam e protegeram, obtiveram autorização dos seus superiores, para levá-la em uma viagem astral, através do tempo e do espaço, retroagindo até uma de suas vidas passadas. Serviço “Laços Eternos” Domingo: 20h Desconto especial para Sócios do Clube Amigos da Boa Nova (Imprescindível a apresentação da carteirinha de associado) Local: Teatro Santo Agostinho Rua Apeninos, 118, Vergueiro, São Paulo. Informações: (11) 3209-4858

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Divaldo Franco em evento da USE - Santo André
De 23 a 30 de outubro a USE – Santo André realizará a 60ª Semana Espírita de Santo André, com o tema central “Amor e União – Bases da ação espírita cristã no século XXI.” Programação Dia 23 (domingo) 15h00 Abertura com a Infância Evangelização das Casas Espíritas Tema: O Futuro Presente Local: Parque Regional Prefeito Celso Daniel – Av. D. Pedro II, 940, Centro, Santo André/SP. Dia 24 (segunda-feira) 20h00 Abertura do Ciclo de Palestras Tema: Central Conferencista: Divaldo Pereira Franco (BA) Apresentação Artística: Paula Zamp Local: Clube Atlético Aramaçan – Rua São Pedro, 345 A partir do dia 25, a programação será realizada em um único local: Parque Regional Prefeito Celso Daniel – Av. D. Pedro II, 940, Centro, Santo André/SP. Dia 25 (Terça-feira) – 20h00 Tema: Família – Base para uma mundo melhor Palestra Cantada Cantor: Vansan – SP Dia 26 (Quarta-feira) – 20h00 Tema: Repensando a vida em família Conferencista: Profª Heloísa Pires – SP Apresentação Artística: Grupo Canto Livre – Santo André Dia 27 (Quinta-feira) – 20h00 Tema: A família – União e coração em busca da verdade Conferencista: Dr. José Carlos de Lucca – SP Apresentação Artística: Coral Obreiros da Caridade – Santo André Dia 28 (Sexta-feira) – 20h00 Tema: Descobrindo a felicidade através da educado do ser Conferencista: Richard Simonetti – Bauru/SP Apresentação Artísitca: Coral União em Busca da Paz – Santo André Dia 29 (Sábado) – 20h00 Tema: Realidade atual – Desafios e perspectivas como base do amor e da união Conferencista: Dr. Eliseu da Mota Jr. – Franca/SP. Apresentação Artística: Coral Cantares – Diadema/SP Dia 30 (Domingo) – 16h00 Tema: Um mundo em transformação é a Era da regeneração na Terra Conferencista: André Luiz Ruiz – Campinas/SP Apresentação Artística: Orquestra e Coral Carlos Gomes / FEESP Serviço U.S.E. Municipal de Santo André Rua Chuí, 801, Vila Pires, Santo André/SP. Telefone: (11) 4454-2773 / 4971-6392 Ingresso: 1kg de alimento não perecível

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A VISÃO ESPÍRITA DA MATERNIDADE / PATERNIDADE ADOTIVA


A VISÃO ESPÍRITA DA MATERNIDADE / PATERNIDADE ADOTIVA
(matéria publicada na Folha Espírita em novembro de 2006)

Maternidade adotiva, um exercício de Amor
Por Camila de Andrade

O pediatra e homeopata Marco Antônio Pereira dos Santos é pai de dois filhos biológicos, mas seguiu a tradição dos pais, que haviam adotado quatro, e dos irmãos, que também se dedicaram a essa tarefa, adotando outros sete. Assim, segundo relata, faz parte de uma família com “mais ou menos” 25 filhos de “maternidade adotiva”. Membro do Projeto Acalanto, um grupo de pessoas da comunidade, pais e filhos adotivos ou não, que, voluntariamente, se propõe a desenvolver um trabalho de esclarecimento, estímulo e encaminhamento à adoção, em São Paulo (SP), ele fala, abaixo, do exercício da maternidade e do quanto é importante estar uma criança no seio da família.

Folha Espírita – O que é a maternidade adotiva?
Marco Antônio Pereira dos Santos – A adoção é um termo ligado à possibilidade de uma mãe que não tem condições biológicas naturais, por infertilidade, por uma série de situações, de, juridicamente, conseguir filhos. Ou seja, ela tem um contexto muito mais jurídico, do que social, uma vez que, conduzido o trâmite legal, essa maternidade se torna igual à outra comum. Biologicamente, a mãe não conseguiu ter um filho, mas, após o processo jurídico da adoção, aquele filho passa a ter direitos iguais a um herdeiro biológico.

FE – E ela é uma maternidade especial?
Santos – Sim, é especial porque, apesar de não ser uma maternidade biológica, gestada no útero, o é no coração, na mente. As pessoas que se envolvem, tanto o pai quanto a mãe e a família, têm de ter uma vontade forte e compromisso com esse ideal, porque as dificuldades jurídicas, familiares, sociais e psicológicas devem ser levadas em conta e são importantes. A maternidade biológica pode ser um acidente, pode não ter sido desejada, e a vontade de Deus pode se expressar independentemente da nossa. Então, através da fertilidade natural da mãe, o plano espiritual pode programar aquela reencarnação mesmo que não seja de forma consciente da mãe naquele momento. O momento em que a mãe sabe que está abrigando um novo ser é de reflexão, de compromisso com a vida, e a partir daí se estabelece a maternidade biológica. No caso da maternidade adotiva, é uma gestação diferente, em que não há alteração do corpo da mulher, mas, sim, toda uma preparação, que pode ser feita, inclusive, por grupos de adoção como o nosso, Projeto Acalanto, onde as pessoas vão freqüentar, ouvir palestras e se preparar para as dificuldades que podem surgir, já que a maternidade e a paternidade adotivas são diferentes da biológica.

FE – Qual a proposta básica do Acalanto?
Santos – Evitar a institucionalização de menores e prevenir o seu abandono e marginalização. Para isso, promove um elo entre as crianças desassistidas e núcleos familiares estruturados, aptos a ampará-las.

FE – Como a adoção chegou à sua vida?
Santos – Eu já tinha dois filhos biológicos e quis ampliar esse relacionamento abrindo a possibilidade de resgatar pendências que eu tenha deixado em outras vidas e que se manifestaram através da maternidade.

FE – Você já foi criticado por conta disso?
Santos – A crítica é natural da ignorância, porque quando você não vive uma experiência é natural que você critique aquela pessoa, que talvez queira viver aquela experiência. Meus pais já tinham adotado, e depois, meus irmãos e eu. Temos mais ou menos 25 pessoas ligadas à experiência adotiva em nossa família, todas elas agradáveis e que nos estimularam a repeti-la.

FE – Como funciona isso espiritualmente? O espírito escolhe quem vai reencarnar e adotar outro?
Santos – É sempre uma programação diferente em cada caso. Naquelas pessoas que já trabalham mais com a idéia adotiva eles incluem a adoção no seu planejamento familiar. Várias pessoas têm o desejo secreto de adotar, mas, ao chegar aqui na Terra, em razão das dificuldades econômicas, sociais e familiares, elas se esquecem um pouco desse projeto, que fica escondido em suas mentes como um desejo secreto que pode ser transformado depois.

FE – Afinal, todas as mulheres encarnadas precisam ser mães?
Santos – Essa é uma excelente pergunta. Existem quatro oportunidades, como espírito, para os serviços ligados à maternidade. Se eu for homem encarnado não posso ser mãe, se for desencarnado também, tanto homem quanto mulher. Ou seja, como mulher encarnada, tenho a única possibilidade de ser mãe, com um índice de 25%. Assim, biologicamente, nasço com os implementos próprios da maternidade – seios, útero, ovário, etc. Isso é uma certa orientação da espiritualidade que aquele indivíduo deve aproveitar aquela encarnação para evoluir mais rapidamente. E a maternidade é uma oportunidade de evolução maravilhosa.

FE – Então, o encontro da família adotiva não é casual?
Santos – Na maioria das vezes, para não dizer todas, é um planejamento superior. Veja bem, se uma criança nasce para ser filho biológico de A + B, mas, infelizmente, é abandonada, pode haver uma reengenharia, sim. Tem gente que prefere deixar aquele compromisso pendente, mas em uma próxima encarnação terá de resolvê-lo. É como uma matéria da faculdade: você não pode passar de um ano para outro se deixar uma pendência. Essa visão é muito mais ampla que a lei do carma, da reencarnação, de causa e efeito, que nos abriga a ser pais. Não existe obrigação, existe a lei do amor, que nos oferece uma oportunidade.

FE – Como o tratamento espiritual pode ajudar nessas pendências?
Santos – A convivência com a criança adotiva não é fácil. Aqueles que pensam que é só adotar e as estão resolvendo estão errados. A adoção começa ali, não termina ali. Ou seja, a partir de determinado momento a criança passa a ser filho. Você vai com ela para casa para construir uma família, algo que não é tão simples. Quando temos filhos biológicos é mais difícil ainda, porque temos de encaixar aquele elemento num planejamento que já existia. Além do lado idealista, existe o econômico, psicológico e afetivo, que precisam ser bem dimensionados. Mas eu diria que é uma experiência importante, que a casa espírita ajuda muito, através do passe, da água fluidificada, de tratamento desobsessivo. Assim como existe programação espiritual positiva, às vezes, também pode existir negativa, ou seja, podem não querer que aquela criança chegue à nossa casa. Ela pode trazer os “amigos” que querem evitar a sua convivência harmônica. Tratamentos psicológico, pediátrico e homeopático ajudam bastante.

FE – Que mensagem o senhor daria para aqueles que querem adotar, mas têm dúvidas e medo?
Santos – É uma experiência importante na vida do espírito, vai lhe trazer muito amadurecimento, oportunidade de exercitar a maternidade, além dos laços biológicos. Nós precisamos amar a todos, sentir que Deus é nosso pai e todos nós somos irmãos. Então, a maternidade ou paternidade adotiva é um exercício de amor.


Conheça mais sobre o trabalho do Projeto Acalanto
Para conhecer mais sobre o Projeto Acalanto acesse o site http://www.adocao.com.br/acalanto.htm ou fale com a entidade através do telefone (11) 3976-1160. Ela fica na rua Madre Nineta Junata, 126, Freguesia do Ó, São Paulo (SP).

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Psicopictografia (Pintura Mediúnica)


O fenômeno mediúnico é chamado de psicopictografia (Pintura Mediúnica), processo que permite a manifestação do plano espiritual através das mãos e dos pés de um médium.

Os quadros ficam energizados através da captação da médium, sendo ela a receptora e distribuidora das energias, tanto para o quadro, quanto para o público que a assiste. O quadro fica condensado com essas energias, que através de vários testemunhos e comprovações de sensitivos, fazem a casa ou lugar onde o colocam ficarem equilibrados.

Os pintores manipulam as energias do publico como também a dos médiuns presentes para ajudar os desencarnados desequilibrados, trocando a energia negativa do doente com a energia positiva que é gerada pelo trabalho.


Valdelice Salum, nunca estudou arte ou aprendeu a pintar. Ela é uma médium de Psicopictografia e desenvolve seu trabalho há mais de 30 anos. No seu início foi orientada pelo médium Chico Xavier que disse a ela de sua capacidade e que deveria desenvolvê-la. Foi o que ela fez, mas sempre orientada pela base da filosofia contida no Evangelho de Jesus Cristo. Ela trabalha com vários artistas desencarnados que foram, no passado, pintores famosos voltando hoje para dar testemunho da imortalidade do espírito, dando uma prova mais do que necessária para os dias de hoje, de que a vida que vivemos hoje é uma apenas, dentre tantas que virão.


Os pintores trabalham através de Valdelice, como também de outros médiuns usando o potencial mediúnico que cada um tem, conforme suas condições. Quanto mais elevado moralmente o médium, melhor e mais fácil a sua captação espiritual, sempre de acordo com a simpatia energética e pessoal do desencarnado para o encarnado. Eles, através dos quadros conseguem em certos casos dar ajuda não só psicológica mas também energética para aqueles que assistem ao trabalho.
Chico Xavier, conversando com a médium, disse que seus quadros e seu trabalho são de Evangelização através das cores, para todos os espíritos, encarnados e desencarnados. Sabemos através de Albert Einstein que cada cor vibra numa determinada faixa atômica do nosso corpo, ajudando na nossa saúde física e mental. Esse trabalho de projeção de luzes coloridas (cromoterapia) que os nossos amigos pintores fazem durante o transcorrer do trabalho depende do assistido captar ou não essa energia.

Durante o Trabalho, há de se observar o perfeito domínio dos pintores sobre as tintas, as quais não se misturam mantendo as características de cada cor.

Os artistas estão fazendo uma enorme força para passar essas energias, rebaixando seu padrão vibratório e repetindo seu estilo de pintura de muitos anos atrás, oferecendo assim uma prova de sua imortalidade, ora com a mão esquerda, ora com a mão direita, ou até simultaneamente, acontecendo também com os pés.

Em tantos anos de trabalho, Valdelice, que jamais freqüentou a escola, já pintou telas assinadas por Picasso, Monet, Renoir, Portinari, Miró, Dali, Aleijadinho, Anita Malfatti, Cézanne, Lasar Segal, Manet, Vincent Van Gogh, Tarsila do Amaral, Matisse, Toulouse-Lautrec e entre outros grandes artistas.

Nasceu em Condiuba, interior da Bahia, chegou em São Paulo com sete anos de idade, depois de casada mudou-se para o interior, época que resolveu procurar Chico Xavier, com o intuito de compreender a mediunidade aflorada desde a infância. "Contei o que se passava comigo e ele mandou que eu procurasse um centro para desenvolver minha mediunidade, pois os artistas estavam ali do meu lado, aguardando o momento de dar início ao trabalho". Assim entrou na doutrina com fé, confiança em Deus e foi esperando o que o destino lhe reservava.

Sua primeira aparição em público aconteceu no Lar Maria Lobato de Freitas, em Uberlândia, onde permaneceu 17 anos.

Em entrevista a revista Cristã de Espiritismo Valdelice conta sua trajetória de trabalho e a experiência de ser envolvida por grandes nomes da pintura.

Quando a mediunidade surgiu em sua vida?
Ainda criança via as telas que os espíritos mostravam, na roça, onde morava, eu olhava para o céu e enxergava elas formarem-se e caírem em forma de escadas, mas como não tinha conhecimento de arte naquela época, nunca tinha ouvido falar em galeria, cultura, nem nada disso, não entendia o significado, só depois de casada, que tive oportunidade de adquirir mais conhecimento e de ver obras em livros.

Como ocorre seu processo mediúnico?
Fiquei seis anos rasbicando, desenvolvendo coordenação motora, porque sou analfabeta, sei apenas ler, mas não escrever. Eu os vejo formando uma fila atrás de mim, durante o trabalho eles vão chegando, às vezes outros médiuns videntes também vêem, desde o inicio sempre foi assim. Eu fico totalmente envolvida, as cores, a beleza são bem diferentes da Terra, por mais que se esforcem para passar com toda a fidelidade possível. O importante é transmitir a mensagem através do amor, a energia que eles colocam nas telas, principalmente as cores que são utilizadas como uma espécie de cromoterapia feita com o público presente.

Hoje você procura aprender alguma técnica de pintura para que possa ajudar no trabalho mediúnico?
Não, inclusive no começo me mandaram procurar artistas plásticos para o meu desenvolvimento, a fim de facilitar a manifestação dos espíritos. Na dúvida mais uma vez perguntei a Chico Xavier o que fazer e ele questionou se eu queria ser artista, respondi que não, que não tinha pretensão, nem capacidade para isso, então disse para não me preocupar, porque não seria eu que iria pintar, mas sim os espíritos, cada um fazendo o seu próprio estilo de pintura.

Existem dias e horários específicos para a manifestação?
Sim, desde o início a manifestação acontece nos dias e horários pré determinados por mim.

Você leva esse trabalho em outros locais também?
Não só em centro espírita, mas em outros lugares que sejam filantrópicos com a finalidade de ajudar, já fomos na maçonaria, asilos, creches, etc.

Os trabalhos já foram analisados por peritos em arte?
Sim, certa vez, por exemplo, duas senhoras que trabalham com cubismo, foram assistir o Picasso pintar, foram duvidosas, achando que não era ele, depois pediram para dar o testemunho, porque durante a apresentação ele deu a diferença de um cubismo sintético e analítico, detalhes que somente um conhecedor profundo de arte sabe reconhecer.
Um outro artista chamado Marcos Garrot também nos disse que é impressionante, porque uma pessoa que começa um trabalho artístico não tem a firmeza para desenhar um traço ou um esboço, mesmo que se tenha 20 anos de pintura, mesmo assim, é impossível repetir o trabalho de tantos artistas diferentes.
Em uma apresentação para a T.V., foi solicitada a presença de um perito em arte na área judicial, para comentar meu trabalho. Quando perguntado pela veracidade do trabalho, o mesmo se impressionou com a qualidade artística das obras e em análise mais profunda da obra de Vincent Van Gogh disse ele: " O quadro tem a caligrafia pictórica do artista ou seja os movimentos que o artista faz para pintar ".

Nesses trinta anos de trabalho com a pintura, você sente que hoje conhece um pouco mais sobre pintura?
Nós vamos aprendendo, já conseguimos diferenciar os trabalhos, pois até a postura do artista muda, não é só um envolvimento, a forma como coloca a mão, peculiaridades pequenas mesmo.

Na sua opinião qual é o grande objetivo do trabalho com a pintura?
Provar que a vida continua e fazer a caridade que esses espíritos não conseguiram realizar em vida, ajudando assim aqueles que precisam, dar também assistência espiritual para o público presente encarnado ou desencarnado.

E você como se sente de ser um instrumento de ajuda?
Sinto-me feliz por saber que as obras deles ajudam as pessoas que precisam, sempre aprendendo com eles, fico contente de doar um pouco do meu tempo, que é a única coisa que posso dar, essa é a minha grande alegria.
Como o Chico Xavier disse: “É um trabalho de evangelização através das cores”.

Aos médiuns que sonham hoje em realizar um trabalho com a pintura mediúnica, que mensagem você daria a eles?
Principalmente saber se possui a mediunidade de pintura, depois não ter pressa em se apresentar, deixar eles desenvolverem a coordenação motora até que cada artista tenha a condição de mostra a sua personalidade e estilo artistico que fez em vida, para aqueles que não acreditam na vida após a morte.

Como é utilizada a verba da venda das telas?
Cada lugar que nós vamos fazer a divulgação do trabalho, nós levamos as telas, que são vendidas no local e a renda fica para a entidade que estamos ajudando, bem como para mantermos nossa instituição e para mantermos o nosso trabalho como um todo.
As que foram pintadas no dia nós sorteamos entre aqueles que se interessam, porque cada trabalho é um tratamento através das cores, e aquela pessoa que precisa ter a obra para continuar absorvendo mais energia, é sorteada. É destinada também aos trabalhos sociais mantidos pela nossa casa e a entidade que nos convida, como também manter esse trabalho como um todo.

Como surgiu à Casa Fraterna Francisco de Assis que você dirige?
Há uns anos atrás os espíritos pediram que abríssemos, a idéia a princípio era abrir em Uberlândia, mas meu marido ficou doente e tive que me mudar para Indaiatuba, e por causa da doença dele fui obrigada a diminuir o trabalho, depois que ele faleceu me mudei para São Paulo então abri junto com outros companheiros a nossa pequena casa espírita.

A Sra. já fez alguma apresentação Internacional?
Valdelice tem sido convidada para várias apresentações no Brasil inclusive no exterior como segue abaixo as principais:
• em 92 no Programa Goulart de Andrade;
• em 94 no Programa Tineke World (T.V. Holandesa);
• em 94 esteve na Holanda a convite de um grupo de Holandesas que estudam fenômenos espirituais onde fez um total de 30 apresentações em várias cidades;
• em 95, 96 e 97 apareceu em vários programas de televisão na T.V. Bandeirantes;
• em 97 fez apresentações em Portugal e França;
• em Abril de 98 no Programa Globo Repórter da Rede Globo;
• em Maio de 99 esteve na França e pedido de L´Union Spirite Française et Francophone na pessoa de seu ilustre presidente Roger Perez e de Anita Beckerel e Antonio silva onde fez 10 apresentações;
• em 99 fez uma apresentação em Genebra a convite de Terezinha Rey presidente da L´Union dês Centres D´Estudes em Suisse;
• em 99 fez uma apresentação na Bélgica em Liége a convite da Fedéracion Spirite de La Pronvince de Liége;
• em Outubro de 99 no Jornal da Bandeirantes, num documentário sobre a paranormalidade;
• em Dezembro de 99 no Programa do Ronie Von da CNT;
• em Maio de 00 fez uma turnê em todos os Centros da Suíça a convite da União Suíça na pessoa da presidente Terezinha Rey, e algumas apresentações na França e na Bélgica no total de 15 apresentações.

Em Maio de 04 fez uma apresentação no Canadá, na cidade de Montreal, a convite da Dra. Marlene Nobre e um grupo espírita, para a inauguração de sua casa de estudos.


Veja mais em http://www.pinturamediunica.com.br/inicial.asp

Outros Médiuns

Pintura Mediúnica - Florêncio Anton - 25/2/2011 from Associação Espírita Luz Amor on Vimeo.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Exilados da Terra


Os Exilados da Terra
Desde o ano passado está sendo divulgado pela doutrina espírita que o nosso planeta está passando por uma fase de mudança.
A mensagem chegou através de Divaldo Franco no Congresso Espírita Nacional. A mensagem foi recebida com felicidade pela comunidade espírita que sabe que estamos tomando rumo para uma nova era no nosso planeta. Mas que era? Será boa ou ruim? Quando isso acontecerá definitivamente e o que é necessário para que isso aconteça?
Um planeta, assim como nós espíritos, também sofre transformações e mudanças ao longo de sua existência. Essa evolução, porém, depende da vibração em que seus habitantes se encontram. Por exemplo, se os habitantes vibram como espíritos primitivos, logo o planeta será primitivo, se vibram como perfeitos, o planeta será feliz.
Nosso planeta caminha agora para o status de Planeta de Regeneração, ou seja, deixa de ser um Planeta de Provas e Expiações.
Num Planeta de Regeneração, segundo Kardec, os espíritos não são nem tão bons para fazerem só o bem, mas nem tão maus para fazerem só o mau, pendem ora para um lado, ora para outro. Ainda são apegados às coisas materiais.
Os espíritos nos disseram que essa passagem é demorada e que se implantará definitivamente por volta de 200 anos, o que parece muito para nós encarnados, mas que no mundo espiritual, passa como segundos. E para que isso aconteça não é necessário muita coisa de nossa parte, já que isso é a lei, a Lei de Evolução, porém, para vivenciarmos isso precisamos evoluir vibrar com as mesmas vibrações que a existência nesse planeta exige, senão, estaremos condenados, assim como os capelinos, de sermos exilados em outro planeta cuja as vibrações sejam compatíveis com as nossas. Seremos então os Exilados da Terra.

Sugestões de Leitura


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

São Francisco de Assis

SÃO FRANCISCO DE ASSIS






O calendário marcava 26 de setembro de 1182, nasce Francisco Bernardone do ventre de Maria Picalini Bernardone e Pietro Bernardone, na cidade de Assis, Itália. Antes vamos ressaltar o ecumenismo que cerca a figura deste santo, o mais querido que já passou pelo plano terrestre; venerado pelos católicos, admirado pelos protestantes e por outras filosofias. Francisco nos deu o exemplo que é possível viver uma vida reta, basta viver este Deus que mora no seu coração.
Na visão espírita, Francisco de Assis fora João Evangelista, aquele discípulo querido, responsável pela vida de Maria, após a volta de Jesus ao seu verdadeiro reino. Daí talvez explique a adoração de Francisco à Nossa Senhora. Esta mesma visão explica o porquê de seu nome mudado. Sua mãe queria chamá-lo de João, mas acabou sendo batizado de Giovanni Di Pietro(pai) Di Bernardone(avô), mudado para Francisco depois de um sonho que seu pai teve pouco antes da criança nascer onde João Evangelista pregava e falava lindas palavras de amor para Pedro, detalhe, nesta época João Evangelista trocou de nome para fugir dos assassinos dos cristãos, seu nove nome era Francisco, Pai Francisco para seus fiéis amigos. De onde saiu o nome de nosso biografado.
É bom ressaltar que na época que Francisco nasceu, tínhamos uma igreja católica dominante e corrupta, onde pecado era ser pobre. No Egito e na Síria dominava o sultão Saladino, o comandante da 3ª cruzada, onde os muçulmanos venceram o temido Ricardo Coração de Leão, este sultão marcou sua história na idade média contribuindo para a calamidade universal como conquistador. As cruzadas eram tão maléficas quanto a inquisição iniciada por Torquemada em 1420.
Os primeiros biógrafos de Francisco contam que este teve, como toda criança, uma infância cheia de travessuras, até os 20 anos ajudava e era orgulho do seu pai nos negócios.
Até que decidiu ir para guerra contra Perusa em nome de sua cidade. Foi preso e depois de um ano resgatado pelo pai por motivo de doença, juntamente com toda a classe burguesa que estava na guerra. Foi nesta época que teve os primeiros contatos com o evangelho.
Alguns livros contam que antes de ir para guerra, Francisco teve contato com os empregados de seu pai, todos em condições sub humanas. E toda vez que tinha contato com qualquer um dos empregados ele ia interrogar sua mãe: "Por que nós somos ricos e comemos bem e eles não?" Entre outras perguntas que sua mãe não sabia responder. Foi para guerra em busca de poder para mudar esta situação que via no seu lar e era e é reflexo do mundo. Mas, todos indicam que no período de sua doença enfrentava também uma batalha interior indescritível, como a luta do bem divino e do mal terrestre. Ainda, depois, enfrentou parte de outra guerra na Apúlia, mas volta ao perceber que não é a guerra a solução para os problemas e sim o exemplo. Foi quando e extrema guerra interior, Francisco pediu com humildade à Jesus que iluminasse seu caminho e lhe levasse a sua vocação. Foi em 1205, nos seus 24 anos de idade, onde recebeu sua revelação do crucifixo de São Damião: - Francisco!... Constrói a minha igreja!... - Francisco!... Constrói a minha igreja!... - Francisco!... Constrói a minha igreja!...
Depois disso, abandonou tudo e saiu em busca de sua paz ajudando doentes, confortando miseráveis e leprosos, amando todos como irmãos. Foi tido como louco depois de vender e dar tudo o que possuía aos pobres. Mas a alma generosa tornou-se mais forte com o desprezo. Seu pai, não aceitou seu modo de vida e depois de uma surra, sobre calúnia prende-o no porão de casa. Foi solto por sua mãe, quando o pai foi viajar. Mas, ao voltar, percebendo que o filho não iria mudar de ideal, quis apenas receber o dinheiro que Francisco gostaria de gastar com os pobres e com a igreja. Francisco resolve entregá-lo com amor, pois não era apegado a este bem. Vai ao bispo e renunciou a tudo, e sem mais, tira sua roupa e fica nu perante todos, livre assim a tudo que o prendia a seu pai terrestre. Foi assim que Francisco tratou de desprezar a própria vida mundana para encontrar como pobre a felicidade que tanto almejava.
Depois do fato ocorrido, Francisco, com roupas curtas, fora assaltado. Ao ver que nada possuía, os bandidos lhe deram uma surra e o jogaram em uma fossa cheia de neve, ao sair, ficou feliz e começou a cantar pelo bosque com louvores. Foi viver em um mosteiro, onde ganhou apenas uma túnica e um pouco de caldo sendo servente na cozinha. Saiu de lá por necessidade, e quando seu nome ficou famoso, os monges pediram desculpas pelo descaso.
Foi tranqüilo para um leprosário, lavando-os da podridão e limpando sua chagas. Esta deve ter sido uma das fases mais difíceis para ele, quando vivia em pecado, não suportava chegar perto de um leproso, depois de sua conversão, beijava as chagas como se fossem de Jesus. Não nos cabe aqui falar sobre todas as virtudes e milagres que são tantos, que poderíamos fazer um livro de muitas páginas.
Em janeiro de 1206 começa a reparação da capela de São Damião em 1208, também o de San Pietro e Santa Maria Degli Angeli ou Porciuncula, que era dos beneditinos e fora emprestada a Francisco onde passou a ser o berço de uma nova ordem. Neste tempo, muitos adeptos da nova filosofia resolveram segui-lo , os primeiros personagens são: frei Leão, frei Filipe, frei Câncava, frei Arlindo, frei Bernardo, frei Pedro, frei Rufino, frei Silvestre, frei Ângelo, frei Quirino, frei Tancredo, frei José, frei Luiz, frei Diogo, frei Egidio, frei Morico, frei João da Capela e frei Sabatino. Interessante dizer que o frei João da Capela abandonou a ordem nos primeiros meses por não conseguir manter a castidade.
Foram enviados 2 a 2 pelo mundo, foram caçados, mas sempre sofriam com alegria, que era a marca destes cordeiros de Deus. Francisco, ao ver o crescimento de sua ordem, escreve para si e para seus irmãos de ordem, uma regra usando expressões do evangelho e acrescentando pouca coisa. Levou-o para o papa Inocêncio III aprovar, este, não o quis receber. Mas depois de um sonho onde viu Francisco levantando o mundo, mandou chamar o Poverello para uma audiência e aprovou sua regra. Claro, sempre com interesses secundários.
Depois disto, muitas viagens, muitas conversões, muitas orações, e o poético Francisco ficava cada vez mais famoso, por onde passava, as pessoas queriam vê-lo, tocá-lo achando que conseguiriam curas e realizações de desejos. Chama a atenção a passagem quando ele começou a pregar e os pássaros vieram ouvi-lo, foi quando disse: "Passarinhos, meus irmãos, vocês devem sempre louvar ao seu Criador e amá-lo, porque lhes deu pena para vestir, asas para voar, e tudo que vocês precisam. Deus lhes deu um bom lugar entre as criaturas e lhes permitiu morar na preza do ar, embora não semeiem nem colham, não precisa se preocupar porque Ele protege e guarda vocês", e os pássaros ouviam com muita atenção. Outro fato foi quando domou apenas com o olhar humilde e algumas palavras um lobo feroz que assombrava um povoado. Estes fatos comprovam o amor que Francisco tinha pelos seres inferiores.
Em 1219, Francisco vai ao acampamento do sultão Melek-El-Kamel e tem entrevista com ele, mas apesar da boa intenção, tem pouco resultado. Francisco era frágil a doenças, pois seu corpo era muito maltratado, pois para ele, o corpo sujeito ao pecado deveria ser castigado. Mas sua principal cruz corporal era o problema do seu olho que quase o cegou. O Monte Alverne, situado nos Apeninos, banhado pelos rios Arno e Tibre, era envolvido em fluidos superiores, e lá Francisco refazia sua forças de vez em quando. Certa vez, Francisco ficou lá por 15 dias sem comer e sem beber, alguns dizem que o Arcanjo Miguel aparecia a Francisco com freqüência. Filipe, preocupado, foi a borda da caverna onde se encontrava o Poverello e os outros ficaram orando para não interrompê-lo na sua graça. De Francisco saía uma luz dourada, Filipe ajoelhou-se e chorando orou, alguns fiéis que chegaram devido a demora fizeram o mesmo e Francisco falou as palavras que devemos repetir a cada cumprimento: - Que a paz de Deus esteja convosco.
Em uma noite memorável, quando pediu humildemente a Jesus, que, mesmo não merecendo tanta glória, se fosse da vontade Divina, que as chagas imortalizadas pelo Mestre tomasse conta de seu maltratado corpo. Acordou então com chagas nos pés e nas mãos. Depois disto, aconteceram outros milagres e cura. Em 3 de outubro de 1226, num Sábado, com 45 anos, o planeta perde o seu maior representante divino, cantando "mortem suscept". Ao desencarnar, segundo a visão espirita, ele lembrou-se de Clara, seu grande amor espiritual e a visitou em espírito, como último desejo e ascendeu as alturas, Frei Rogério viu tudo com nitidez. Francisco viu então uma fila de anjos batendo palmas e Jesus no centro, o Poverello aproximou-se chorando como criança e falou ao Mestre: "Mestre, se porventura mereço a tua benção, que ela seja dada aos companheiros que ficam no mundo. Eles carecem da Tua ajuda agora e sempre."






segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Semana de Comemoração para os Espíritas

                                                                     Allan Kardec


Aniversário de Allan Kardec

Neste 3 de outubro de 2011, comemoramos o  207°aniversário de nascimento de Allan Kardec, o codificador das instruções dos Espíritos amigos para a formatação da Doutrina Espírita.
Nascido Hippolyte Léon Denizard Rivail, o nobre pedagogo francês é mais do que credor de nossa lembrança e reconhecimento pela vida e obra.
Aliás, para conhecer melhor as realizações desse personagem ímpar na História da Humanidade – a quem a Historiografia deve muito –, recomendamos a todos a 4ª videoaula da série "Aprendendo Espiritismo": "Allan Kardec, o codificador".
Confira pelo link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=J2Strn9_UjU&feature=player_embedded



E  para comemorar esta data tão especial será neste dia 07/10 o lançamento do filme que foi inspirado na maior Obra de Allan Kardec o Livro dos Espíritos .



Ismael Alonso Y Alonso e João Berbel

Dr. Alonso

Pescador de Almas

dralonsoHá mais de um século, em 1896, chegaram às terras brasileiras o casal Rosa e Maximino Alonso, vindos da Espanha. Aportaram nas terras mineiras de Uberaba, Minas Gerais. Bem próximo dali está a localidade de Peirópolis, onde em 30 de dezembro de 1908 nasceu, desse casal de ibéricos aquele que chamou Ismael Alonso Y Alonso. Ali a vida era difícil e para trilhar os primeiros passos dos estudos das letras, Ismael teve de enfrentar muitos obstáculos. As ocupações simples e duras da vida rural, o trabalho árduo com a terra bruta e o gado leiteiro, forjou o pequeno Ismael que cresceu, sob os efeitos da dureza da existência, do trabalho honesto, fazendo assim o caráter marcante desse espírito. Viveu tempo de dificuldades, sacrifícios, fome, privações de toda ordem.

Mudando para Ribeirão Preto/SP diplomou-se no curso ginasial em 1925. Em 1928 serviu o Exército. Em 1929 enfrentou um curso superior. Estudou Farmácia em Pindamonhangaba. Em 1934 tornou-se médico pela Faculdade Fluminense de Medicina, cuja formatura foi em dezembro do mesmo ano. Sua constância em torno do aperfeiçoamento na ciência de curar permitiu-lhe especializações nas áreas clínicas médicas de dermatologia, urologia, sífilis, etc. Tornando-se médico residente e assistente em várias clínicas do Rio de Janeiro.
Em 1939 casou-se com sua prima Esmeralda Domingues Alonso. Tiveram dois filhos: Mísia e Sérgio. A vinda de Dr. Alonso para Franca selou com seu povo um vínculo perene, inextinguível. Nessa época ele clinicava em Uberaba e o Dr. Ricardo Pinho convidou-o a instalar-se como médico na terra das três colinas. Esta recebeu assim em 02 de julho de 1939, aquele que seria um dos homens públicos mais afamados e queridos. A atuação médica de Dr. Alonso extinguiu muitas dores, aliviou um contingente enorme de desfavorecidos pela sorte, levantou muitos caídos pelos ínvios caminhos da existência, ao peso dos infortúnios e desesperanças.
Fazia o que podia por todos e hoje comenta lamentando, de como podia fazer muito pouco, nos casos de obsessão que se lhe apresentavam e cujos conceitos eram quase desconhecidos, impedindo assim a ação saneadora tão desejável. Sua permanência em Franca por 25 anos, ou seja, até o seu desencarne em 23 de março de 1964, assinalou uma existência de muito trabalho: assumiu a direção da Santa Casa e a presidência do Centro Médico; chefiou o Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência (SAMDU); atendeu no IAPI E IAPC, etc. IMA001p
Homem público extremamente ativo e participante assumiu a prefeitura de Franca nos anos de 1952 a 1954 e integrou no corpo de vereadores de 1955 a 1958. Na qualidade de Prefeito, sua atuação foi excepcional. Abriu e asfaltou vias públicas; criou Antigo Horto Florestal (atual Jardim Zoobotânico de Franca), conforme  lei Municipal  nr 269 de 10/12/52, Situa-se na Fazenda Pouso Alto propriedade da Prefeitura Municipal, compreendendo uma vasta área de terras e de mata nativa, com objetivo de cultivar mudas de árvores frutiferas, floricultura ornamental e distribuir mudas para população; expandiu a planta física de obras do município e consagrou-se de corpo e alma ao setor de saúde, área de muita conscientização profissional; criou a representação do PTB em Franca. Homem do povo, médico dos empobrecidos e esquecidos, sua aura carismática insuflava admiração em todos. Muito bem educado e fino, tratava a todos com muita polidez e delicadeza.
Dr. Alonso, quando encarnado, não deixou de sentir, no desenrolar de sua existência humanitária, a mão do Alto guiando a sua ao clinicar e diagnosticar, inspirando-o ainda à assistência fraterna e gratuita dos enfermos que lhe batiam súplices à porta. Agora, em que ele do Além está ainda em contato estreitíssimo com a população de Franca, através do médium João Berbel, suas exortações sinceras dizem-nos que a reforma íntima do homem deve ser recebida como extensão de seu trabalho terrestre. De médicos de homens a médico de almas, o trabalho é o mesmo. De um plano a outro, de uma esfera a outra, o trabalho flui e se sublima. De cirurgias físicas a cirurgias fluídicas, a evolução natural do labor caritativo. É propósito maior de Dr. Alonso, ainda hoje: curar almas, elevando a força do Evangelho de Jesus acima de todas as técnicas. Hoje, nosso caro irmão Dr. Alonso, que quando entre nós gostava de pescar, transformou seu lazer preferido numa preocupação evolutiva que extrapolou o seu ego: tornou-se pescador de almas.



João Berbel

O Homem, A Missão
joao_berbelHá décadas, na Fazenda Monte alegre, instalou-se em moradia o casal José Júlio e Delmira Quirino. Ele espanhol da família Berbel, vinha da província argentina de Córdoba, onde vivera provisoriamente, até que foi atraído para o Brasil e escolheu a vida difícil do campo, ao lado da brasileira Delmira. Foi uma época de muitas dificuldades, para quem vivia no trabalho agrícola de sol a sol e tinha uma família numerosa de seis filhos.
Em 30 de agosto de 1955 nasceu o pequenino João. Desde pequeno, partilhando as agruras e penúrias financeiras ao lado dos familiares, trabalhava para ajudar nos pequenos serviços. Desse tempo de infância João tem poucas lembranças, mas não pode esquecer de seu avô que, embora inculto e católico, diagnosticava os males das pessoas. Ele advinhava como ninguém, o local e o tipo de enfermidade que se ocultava nas pessoas. Tais dons não passavam desapercebidos pelos pais de João. Eles católicos convictos, sempre com um terço nas mãos, não eram simpáticos a essas advinhações, com certo sabor infernal, conforme consideravam nos meios rurais, qualquer manifestação paranormal. IMA414p
Em algumas regiões desse Brasil sempre existiu a figura do benzedor e da benzedeira. Eram figuras respeitáveis, pontes luminosas entre o céu e a terra, seres respeitáveis; figuras de solidez de espírito, que com santa singeleza, sabem entender a linguagem dos céus. Os pais de João, muito católicos, vez por outra recorriam a esses benzedores, herdeiros da sabedoria prática de seus ancestrais. O pequeno João era totalmente avesso a quaisquer dessas práticas alheias à religião de seus pais. No seu fervor católico, ele recriminava a todos que, mesmo de longe, dessem qualquer valor e atenção a essas ações beneméritas e considerava tudo como feitiçaria. Não podia ouvir falar de Espiritismo. Mas como o destino nos prega peças todos os dias, às vezes promovendo completa e repentina reviravolta em nossas vidas, à nossa revelia, mais tarde João se tornaria, além de fervoroso espírita, também um atuante médium. E o destino foi até mais irônico e fez com que os esteios técnicos de seu labor de cura em benefício dos sofredores sejam as milagreiras ervas do sertão, que ele tanto abominava nos benzedores. Nosso frágil João cresceu e alcançou o diploma escolar, fez mais um ano e parou por aí. É que em breve, iria provar as primeiras gotas amargas daquela água encantada, que ele não queria beber. Alguns anos mais tarde, mais precisamente aos 17 anos, João reconheceu-se um epiléptico. Que triste quadro ver-se a si mesmo sendo alvo do desprezo irreprimível da multidão. Devagar, com trabalho bendito e o auxílio de medicamentos, conseguiu ele finalmente controlar a epilepsia. Corria o ano de 1976 quando conheceu Arlete, sua companheira dedicada até hoje e com quem se casou em 12 de maio de 1979. Nesse período, fenômenos medianímicos insistiram em se manifestar. Depois que passou a freqüentar os trabalhos da Liga Espírita D’Oeste, no Bairro da Estação em Franca/SP, viu surgir a mediunidade de incorporação e então não teve como fugir. O problema epiléptico foi superado com a admissão consciente da mediunidade. A partir daí sua vida mudou. Iniciou então um trabalho, fazendo fluir para si e seus semelhantes a água da vida espiritual. Certa feita sua esposa Arlete estava com cólica renal, causando sérias preocupações. Inesperadamente João incorporou o espírito de Dr. Alonso, foi até à cozinha, tomou de uma faca e ali mesmo operou Arlete, sem nenhum corte, dor ou ferimento. A cura completou-se com a ingestão de remédios e ervas, prescritas também pelo Dr. Alonso, espírito


Algumas obras de "Berbel, João" na loja:

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Saiu na Revista


A revista “Veja” desta semana mostra o ator Reynaldo Gianecchini com a cabeça raspada. Segundo a edição, ele tem recorrido ao auxílio espiritual na luta contra um câncer.
Giane vem se submetendo a cirurgias espirituais. Essa semana o ator foi fotografado de frente, com a cabeça raspada.
O texto da revista revela que o ator vem sendo operado pelo médium João Berbel, do Instituto de Medicina do Além. Ainda de acordo com a “Veja”, Berbel incorpora o espírito do clínico geral Ismael Alonso y Alonso, morto em 1964.
“Eu estou muito forte, e boa parte dessa força vem do amor e do carinho que estou recebendo das pessoas, pelas mensagens, pelas flores, por tudo. Eu estou realmente tocado por isso”, disse Reynaldo quando recebeu alta do hospital.
O ator foi diagnosticado com linfoma do tipo não Hodgkin, um tumor que atinge os gânglios linfáticos.
Confira a capa da nova edição da revista “Veja” desta semana:

Desde que descobriu ter um câncer, Reynaldo Gianecchini (38) está aliando o tratamento convencional com médicos do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com um espiritual, desenvolvido pelo médium João Berbel. O ator é portador de um linfoma não-Hodgkin de células T Angioimunoblástico
Em entrevista à CARAS Online, Berbel afirmou que, no momento, está atendendo o ator à distância. “Mas tivemos a oportunidade de atendê-lo por duas vezes no hospital em São Paulo”, explicou Berbel, que, dentre outros, recebe o espírito do médico Ismael Alonso y Alonso para atender as pessoas que o consultam no Instituto de Medicina do Além (IMA), em Franca, interior de São Paulo.
Segundo o médium, a recuperação do ator está evoluindo. “A recuperação do nosso irmão, graças a Deus, está sendo muito boa, pois, tanto nós, como todo o Brasil e todas as religiões estão orando por ele, e ele está recebendo uma energia espiritual muito grande, o que ajuda em sua recuperação”, explicou Berbel, que também atende o pai de Gianecchini, o professor Reynaldo Cisoto, que sofre com um câncer no trato digestivo.
“Há algum tempo os parentes e amigos do Gianecchini vêm ao IMA para fazer tratamento. O pai dele também vem fazendo tratamento no IMA”, completou Berbel, que descobriu o dom da mediunidade há cerca de 22 anos.
A cirurgia espiritual
De acordo com Berbel, a operação é realizada no corpo espiritual, onde ficam todas as doenças e enfermidades. “Essas enfermidades que nós carregamos de vidas passadas, aos poucos vão atuando no corpo físico, até levarem a grandes complicações”, explica o médium, acrescentando que, “primeiro, o espírito do dr. Alonso procura curar as doenças que estão na alma”.
“Nós utilizamos um cabo de bisturi sem lâmina como um amuleto para atender mais rápido os nossos irmãos, milhares de enfermos que batem em nossa porta. Não existe corte. O procedimento é feito com muito amor e carinho para ajudar nossos irmãos necessitados”, completa Berbel, esclarecendo que a operação espiritual demora poucos segundos.
Gianecchini já raspou a cabeça e ficou careca, por conta do tratamento quimioterápico. Ele se mantém recluso em seu apartamento em São Paulo.

 

Revista Superinteressante e a ciência espírita
O título da matéria principal da mais nova edição da Revista SuperInteressante é Ciência Espírita. Confira o texto da capa: “Eles são cientistas. E eles acreditam em espíritos e reencarnação. Agora, estão usando o laboratório para provar que tudo isso não é apenas questão de fé. E dizem que estão conseguindo.”





Além do corpoA medicina espiritual desperta cada vez mais interesse.
Dois eventos científicos serão realizados para discutir
o tema, enquanto centros espíritas que oferecem
tratamento estão lotados

Nesta semana, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – uma das mais importantes da América Latina – será sede de um encontro que, anos atrás, dificilmente ocorreria em suas instalações. No sábado 31, médicos, estudantes e outros profissionais da saúde estarão reunidos em um dos auditórios da instituição para participar do 1º Simpósio de Medicina e Espiritualidade, organizado pela Associação Médico-Espírita de São Paulo. O objetivo do encontro é fazer uma revisão da literatura científica sobre o tema e confeccionar uma proposta de inclusão da disciplina “medicina e espiritualidade” no currículo das escolas médicas. A realização do evento dentro da USP é sintomática. Mostra que a comunidade científica começa a se abrir para o estudo dos fenômenos que envolvem a crença em um mundo espiritual e suas repercussões na saúde.
Outra evidência da crescente importância do tema será a realização, também na capital paulista, em junho, do IV Congresso Nacional da Associação Médico-Espírita do Brasil. O encontro reunirá 2,5 mil profissionais brasileiros e do Exterior. O evento trará cientistas de instituições estrangeiras respeitadas, como o médico Harold Koenig, diretor do Centro para o Estudo da Religião/Espiritualidade e Saúde da Universidade de Duke (EUA). Boa parte dos especialistas estrangeiros não segue o espiritismo, doutrina que conta com mais de dois milhões de adeptos no Brasil. Ela é baseada na crença da existência e imortalidade de espíritos, na sua capacidade de influenciar a vida e a saúde dos habitantes na Terra e na possibilidade de comunicação com eles.
Mágoas – A realização dos eventos é apenas uma mostra do crescimento da medicina espírita no Brasil. Outra prova da sua força é o aumento do número de associações médico-espíritas. Em 1995, existiam nove entidades. Hoje, são 30. Essas entidades reúnem profissionais que praticam a medicina convencional, mas usam sua crença para tentar melhorar a saúde do paciente que quiser receber esse atendimento. De acordo com eles, o organismo pode ser influenciado por espíritos que partiram da Terra – chamados de desencarnados – ou por pensamentos das próprias pessoas. “Indivíduos que guardam mágoas, por exemplo, sofrem alterações químicas que podem levar ao aparecimento de doenças ou ao seu agravamento”, diz Kátia Marabuco, oncologista da Universidade Federal do Piauí. “Nós, espíritas, também acreditamos que as pessoas negativas podem atrair espíritos desencarnados que contribuem para o surgimento de desequilíbrios físicos e mentais”, explica. A tática dos profissionais que seguem a doutrina é adotar medidas preconizadas pelo espiritismo para reverter esses quadros. Uma delas é fazer a aplicação de passes (imposição de mãos para energização e transferência de bons fluidos). Foi dessa forma que a paisagista paulistana Celeste Nardi, 62 anos, se tratou de depressão e outros problemas. Há quatro anos, frequenta uma clínica onde recebe atendimento psicológico e espiritual. Hoje, Celeste está bem. Para ajudar outros pacientes, ela aprendeu a aplicar o passe. “Quem passou por uma situação semelhante transmite uma energia de cura para quem necessita”, diz.
Essas práticas também fazem parte do tratamento aplicado nos hospitais espíritas existentes no País. Hoje, há 100 instituições do gênero. São entidades que oferecem atendimento espiritual gratuito. A maioria delas é destinada à assistência psiquiátrica. Nesses locais, o doente é submetido ao tratamento tradicional – o que inclui remédios e terapia psicológica – e, se desejar, cuida do espírito. Uma dessas instituições é a Fundação Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz, em Guarulhos (SP). Na instituição moram cerca de 700 portadores de deficiências mentais e outros 500 são atendidos no ambulatório. A maior parte nasceu com paralisia cerebral.
Tese – O psiquiatra Frederico Leão é um dos médicos da fundação. Surpreso diante da evolução de doentes que combinavam o atendimento espiritual e o convencional, ele está fazendo uma tese de mestrado sobre o assunto, que será defendida na USP. “Vi casos em que, quando os doentes se submetiam ao tratamento médico e espiritual, tinham uma evolução boa”, conta. Um dos casos é o do paciente Lúcio (nome fictício), 30 anos, que nasceu com paralisia cerebral. Ele não se expressa direito e se locomove numa cadeira de rodas. Há cinco anos, passou a ficar inquieto e manchas escuras apareceram em sua pele. “Os médicos fizeram de tudo e nada adiantou”, lembra-se Márcia Lopes, psicóloga da instituição. Continuaram com os remédios, mas também aplicaram o passe. Os sintomas desapareceram.
Outra instituição é o Hospital Espírita de Psiquiatria Bom Retiro, de Curitiba. Lá, os médicos também adotam uma prática da doutrina que ajudaria no tratamento. São as sessões de “desobsessão”, reuniões nas quais médiuns (pessoas por meio das quais os espíritos se manifestariam) serviriam como instrumento para que espíritos que estão atormentando o doente se comunicassem e fossem convencidos a deixá-lo em paz. “Quando isso acontece, o paciente fica mais calmo e seu estado clínico melhora”, garante o psicólogo Mário Sérgio Silveira, da instituição. O Hospital Espírita André Luiz, de Belo Horizonte, também usa o tratamento de “desobsessão”. “Em casos difíceis de esquizofrenia, por exemplo, fazemos essa recomendação”, afirma Roberto Lúcio de Souza, psiquiatra e diretor da instituição. Em nenhum desses locais, no entanto, deixa-se a terapia convencional de lado. “O tratamento espírita é complementar e não alternativo. Quem passa pelo atendimento, para qualquer doença, não pode deixar de tomar os remédios”, alerta Marlene Nobre, presidente da Associação Médico-Espírita do Brasil.
Além dos hospitais, outros lugares bastante procurados para tratamento espiritual são os centros espíritas. Uma das maiores referências é o Lar de Frei Luiz, no Rio de Janeiro. A instituição conta com 800 médiuns e recebe cerca de quatro mil visitantes em cada um dos dias de atendimento (quarta-feira e domingo). Há 12 anos, essa média era de 800 pessoas. Todos buscam curas físicas, espirituais ou algum consolo. Há salas de cura, de “desobsessão” e de passes. Uma das histórias mais incríveis relacionadas ao centro foi a do compositor Tom Jobim (1927-1994). Quando se submetia a tratamentos convencionais para tratar um câncer de bexiga, Tom esteve duas vezes no Frei Luiz. Na véspera de viajar para Nova York, em 1994, quando morreu de parada cardíaca no Hospital Mount Sinai, o músico conversou com Ronaldo Gazolla, já falecido, na época presidente do centro. Tom estava na dúvida se viajava e quis saber a opinião de Gazolla. O médico desconversou, não queria influenciar o maestro, embora soubesse que os espíritos já o consideravam curado. “Mas se fosse com você?”, insistiu Tom. “Se fosse eu, não iria”, recomendou Gazolla. Não se sabe o que teria acontecido ao compositor se ele tivesse ouvido o conselho, mas com certeza não teria morrido na mesa de cirurgia. Ana Lontra Jobim, viúva do músico, fala do assunto com reserva. “Quando esteve lá, ele saiu mais aliviado”, conta. A farmacêutica Helena Gazolla, viúva de Ronaldo Gazolla, que assumiu a presidência da instituição, explica que, se ocorreram curas, são consequência do merecimento dos doentes. “A pessoa se cura por meio de sua fé. Os médiuns são apenas um canal de energia para ajudar na recuperação de cada um”, diz.
Um dos atendimentos mais importantes e incomuns em centros
espíritas, oferecido pelo Lar de Frei Luiz, são as sessões de materialização, nas quais os espíritos poderiam ser vistos. A matéria-prima que daria forma física ao espírito é chamada de ectoplasma (substância que, de acordo com o espiritismo, seria liberada pelos médiuns para possibilitar a materialização das almas). Nessas reuniões, ocorrem também cirurgias espirituais, feitas por espíritos desencarnados que usariam o corpo do médium.
Cirurgia – Em Leme, no interior de São Paulo, há outro centro famoso pelas cirurgias. É a instituição comandada pelo médium Waldemar Coelho, 65 anos, que realiza essas operações há quatro décadas. “Curamos o corpo quando o problema é material e o espírito quando o problema é um carma”, garante. Dois espíritos se manifestariam por meio de Waldemar – um chinês e um médico austríaco. Seriam eles que, sem nenhum corte ou sangue, operariam as pessoas de câncer, diabete e dor nas costas, entre outros males. Cerca de 300 pessoas são atendidas por semana. A fila de espera é de um mês. O procedimento é feito num quarto reservado, na presença do médium e de seus ajudantes.
Na verdade, a cirurgia espiritual não é consenso entre os espíritas. Muitos acreditam que a prática dá margem ao charlatanismo e não deveria ser realizada. De qualquer forma, o fenômeno da medicina espírita intriga a ciência e tem suscitado a realização de estudos. Um deles foi feito no Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos do Hospital das Clínicas de São Paulo, vinculado à Faculdade de Medicina da USP. Os cientistas acompanharam o trabalho de um famoso cirurgião espiritual de Goiás em seis pacientes. Eles verificaram que, embora não tivesse sido dada anestesia, praticamente não houve queixa de dor. Também não havia assepsia, mas nenhum doente teve infecção no período observado (quatro dias). “Houve intervenção na região afetada, mas não podemos garantir que funcionou”, observa o psiquiatra Alexander Almeida, coordenador do núcleo. Outro médico que também faz pesquisas é o psiquiatra Sérgio Felipe de Oliveira, presidente da Associação Médico-Espírita de São Paulo. “Há evidências suficientes para que a ciência se interesse pelo assunto. Na minha clínica, observo que quem recebe atendimento médico e espiritual toma menos remédios e adere melhor ao tratamento em relação aos que só passam pela consulta”, afirma.
Pesquisa – Oliveira é um dos cientistas que defendem o aprofundamento das investigações sobre a medicina e a espiritualidade, até para que seja possível encontrar a resposta para os casos bem-sucedidos desse casamento. A idéia é estudar não só os efeitos das práticas espíritas, mas o poder da oração e da fé, por exemplo. Essa proposta já é seguida por instituições estrangeiras. Alguns cientistas chegaram a conclusões interessantes. “A religiosidade fortalece o sistema de defesa dos pacientes”, disse a ISTOÉ Harold Koenig, da Universidade de Duke. Porém, nem sempre os tratamentos que unem medicina e religiosidade, inclusive o espiritismo, têm final feliz. Por isso, muitos cientistas vêem com reservas essa relação. O psiquiatra Richard Sloan, da Universidade de Columbia (EUA), é radical. “Os estudos feitos até agora são fracos. Não mostram evidências de que a espiritualidade pode ajudar no tratamento”, disse a ISTOÉ. Para o infectologista Caio Rosenthal, de São Paulo, não cabe ao médico entrar nessa área. “Ele deve se ater àquilo que é comprovado pela ciência”, defende. Já o Conselho Federal de Medicina não critica os médicos que estimulam a prática religiosa a seus pacientes. “Mas somos contra as pessoas que praticam a medicina sem ser médicos, como as que realizam as cirurgias espirituais”, avisa Luiz Salvador de Miranda Sá Júnior, primeiro secretário do CFM.
“Há cinco anos, a católica Maria de Lourdes Bueno da Silva, 60 anos, moradora de Leme (interior paulista), descobriu um câncer de mama. Muito assustada com a doença, ela resolveu tratar não só do corpo como também do espírito. Foi por isso que fez uma cirurgia espiritual logo após a operação para a retirada do nódulo. “Cuidar de mim de uma forma completa me fez muito bem”, lembra. Concluída a operação no
centro espírita de Waldemar Coelho, Maria de Lourdes se sentiu fortalecida. “O médium me disse que fosse embora tranquila, pois estava curada”, comenta. Dias depois, ela se submeteu a outra intervenção, desta vez tradicional, para retirar tecidos da região afetada e, assim, garantir que o câncer não reaparecesse. Maria de Lourdes assegura que naquele momento já estava mais segura. “O apoio do meu médico e da minha família para que eu fizesse a cirurgia espiritual foi fundamental”, completa.”
“A treinadora do Flamengo e deputada estadual Georgette Vidor (PP), 45 anos, ficou paraplégica após um acidente de ônibus em maio de 1997. Dois anos depois, decidiu dar mais atenção à sua espiritualidade. “Comecei a receber passes. Não achava que aquilo iria me tirar da cadeira de rodas. Queria me tornar uma pessoa melhor”, explica. Mesmo com toda a adrenalina de treinadora, ela dava um jeito de não faltar às sessões. Mas, depois que começou a campanha para deputada, em 2002, não deu mais. “Sinto uma falta danada”, comenta, lembrando-se com carinho dos círculos em que as pessoas — muitas delas em cadeiras de roda, como ela — se davam as mãos. Embora lamente o acidente até hoje, admite que conseguiu o objetivo de se aprimorar. “Meus amigos até me dizem que eu era muito carrancuda e fiquei mais bonita”, festeja.”
“Há nove anos, a feirante Conceição (nome fictício), 39 anos, descobriu que era soropositiva. Desde então, toma os remédios anti-Aids e há quatro anos frequenta uma clínica que oferece apoio psicológico e espiritual. Ela recebe passes e reza. Recentemente, Conceição precisou de mais ajuda. Em 2001, engravidou. Ela não sabia que o bebê corria o risco de ser contaminado e deveria se submeter a um tratamento médico rigoroso para diminuir essa possibilidade. Quando a criança nasceu, exames mostraram que o
bebê poderia ser portador do HIV porque apresentava anticorpos contra o vírus.“Só não fiz uma loucura porque me apeguei ao atendimento espírita”, conta. Na semana passada, ela teve uma
boa notícia. Os médicos disseram que seu filho, de quase dois anos, está livre do vírus. Ele tinha no organismo apenas os anticorpos, passados pela mãe.”
“Desde 1995, Elba Ramalho, 51 anos, é frequentadora assídua
do centro espírita Lar de Frei Luiz, no Rio. A cantora já fez diversos tratamentos. Numa ocasião, sentiu pontadas estranhas na região do fígado. Elba foi operada em uma sessão de materialização – em que um espírito se materializa, segundo a doutrina espírita. No Frei Luiz, o principal médico a realizar esses trabalhos é o espírito do doutor Frederick, um alemão nazista que viria do além para limpar seu carma. “Ele abriu minha barriga inteira com seu dedo. Jorrava sangue. Disse que eu tinha uma carga muito grande nessa região, que poderia se transformar em doença no futuro próximo”, recorda-se. Elba afirma que recorre ao centro não apenas em busca de cura física e espiritual. “Frei Luiz me dá proteção, equilíbrio e muita paz”, diz.”
“Em 1992, o agricultor paulista Ricardo Hildebrand, 52 anos, católico, descobriu que tinha dois tumores no cérebro. Atendido num hospital de Campinas (SP), apenas um tumor foi retirado. O outro estava localizado numa região considerada delicada. Abalado, Hildebrand recorreu a um centro para fazer uma cirurgia espiritual. “Era minha última chance. Tinha que dar certo e eu sentia que daria, apesar de não saber como”, conta. Após ter feito a operação, ele se submeteu a uma tomografia. “Levei o novo exame ao especialista e não lhe falei sobre a cirurgia. Ele analisou o resultado junto com outros colegas. No final, disse-me que o tumor tinha desaparecido e que eu estava curado. O médico não conseguia explicar o que aconteceu”, lembra-se. O agricultor reconhece que é normal desconfiar da veracidade de sua história. “Só acredito porque aconteceu comigo.””